terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Capitulo Cinco Amargura é uma raiz que brota onde o pecado não é vigiado


Amargura é uma raiz que brota onde o pecado não é vigiado
O versículo 15 diz: “nem haja alguma raiz de amargura que, brotando...” Se olharmos, como cuidadosos estudiosos da Bíblia, fiéis aos princípios de que a Bíblia interpreta a própria Bíblia, veremos, no inicio do versículo 15, as palavras que definem como essa raiz brota, ou de onde ela brota. Diz o próprio texto:“atentando, diligentemente, porque ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus”. Parece que esta raiz de amargura brota de corações faltosos. Moisés também afirma o mesmo: os que contaminam o povo com o veneno da idolatria são aqueles cujos corações se desviam do Senhor. Para Calvino, em seu comentário de Hebreus, esse sentimento de amargura brota de duas fontes:
a) Desejos pecaminosos: O coração humano é contaminado pelo pecado e os desejos do coração são comprometidos com esta inclinação pecaminosa (Jr. 17.9). 
Jesus adverte aos discípulos de que as coisas que contaminam o homem são aquelas que saem do coração, como fruto de seus desejos (Mt 15.19,20). 
Sendo assim, amargura brota de desejos pecaminosos.
b) Ilusória esperança de impunidade: Esta é outra fonte perigosa de onde brota a amargura. Por se tratar de um ressentimento guardado na alma, muitos se iludem pensando que irão espalhar este sentimento no seio da igreja, e que, no final, ficarão impunes; afinal, não se conhece alguém que tenha sido disciplinado por alguma igreja por semear a amargura no meio do povo. Mas o fiel Juiz de toda a terra sonda os corações ( I Sm 16.7).  Não devemos nos esquecer disto. 
A Bíblia diz que aquele que encobre as suas transgressões, jamais prosperará (Pv 28.13). 
Muitos corações escondem amarguras e ressentimentos e não sabem porque se desenvolvem tão pouco na vida cristã, na santificação. Quando alguns garotos norte-americanos praticaram um massacre em uma das escolas nos Estados Unidos, o então presidente Bill Clinton expressou, assim, a sua preocupação: “Há um grande numero de outros garotos por ai que estão acumulando ressentimentos dentro de si, e fora do nosso alcance”. Não deixe brotar esse mal em seu coração e nem no meio da igreja. 
É oportuno observar a advertência feita por Deus a Caim (Gn 4.7).

A amargura perturba a harmonia e a paz
No versículo 15, encontramos esta estrutura: “nem haja raiz de amargura que, brotando, vos perturbe”. O menor efeito que podemos ver deste terrível mal é que ele perturba o ambiente onde se instala. A linguagem do autor é para que os seus leitores possam atentar para esse mal que perturba a igreja, envenena almas e desarmoniza comunidades inteiras. A amargura perturba ao próprio individuo.
Li, certa vez, uma frase que me chamou muito a atenção. Dizia: “Muitos parecem carregar um inferno dentro de si, e onde vão, o inferno vai com eles, porque o inferno esta dentro deles”. A verdade é que algumas pessoas não atentam para o fato de que guardam amarguras dentro de si e, por isso, não conseguem viver em paz e harmonia consigo mesmas. Sua palavra tende a ser sempre depreciativa. Transferem para o outro aquilo que está dentro de si e que as perturbam. Tratam os outros com dureza, parecem até mesmo não terem aprendido a amar.
Paulo exorta a que tenhamos em nós o mesmo sentimento que houve, também, em Cristo Jesus (Fp 2.5).
Jesus disse que um pouco de fermento levada a massa toda. O que Moises chama de “raiz que produz erva venenosa e amarga” é exatamente um tipo de veneno que perturba, incomoda, afeta quem está por perto também. Em vez de produzir a paz, produz a intoxicação.
A amargura atinge a comunidade
A amargura é perturbadora, tanto para quem a possui, quanto para os outros. O grande problema da amargura é que ela contamina o ambiente. Assim como o sal, o fermento, o tempero, em geral, a amargura atinge a totalidade. Ela contamina a comunidade com seu efeito maléfico. Quando um membro da igreja fica amargurado com alguma situação, nem sempre consegue guardar aquilo só pra ele, e logo temos uma comunidade contaminada.
No versículo 15, o autor compara tal atitude como procedimento de alguém impuro e profano, e mais, semelhante a Esaú, que vendeu o direito de primogenitura. Mas tarde, querendo herdar a benção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento (Gn 27.32-35).
Parece um caminho sem volta. Contamina-se de tal forma que não encontra saída. Quantas vidas amargas! Quantos corações contaminados por palavras venenosas! Quanta imprudência e ausência de vigilância daqueles que deveriam estar “semeando a paz”! (Tg 3.18). Peça a Deus para te livrar da amargura, porque ela adoece a alma.
Vencendo a amargura com uma vida de santificação
Encontramos, na Bíblia, todas as coisas que nos conduzem à vida e à santidade. O próprio texto de Hebreus que estamos estudando nos apresenta material de sobra para vencermos a amargura, crescermos em santidade. O autor, nesse contexto, apresenta-nos as seguintes alternativas: “Segui a paz com todos e a santificação (...) atentando diligentemente para que ninguém seja faltoso (...) nem haja impuro ou profano” (vs 14-16).
Na estrada de volta a Belem onde os transeuntes passavam, ficavam os mercadores de desgraças, os gerenciadores de tormentas, os precursores de maledicências, e por ali passava Noemi que outrora era a AGRADAVEL, SUAVE E ENCANTADORA mais que agora havia se tornado MARA - AMARGA e tambem Rute a moabita.
O retorno foi amargo, o retorno havia fel misturado com sarcasmo, não havia esperança e novamente debaixo do mesmo pé de Zimbro descansam quietas a amargura e a companheira a amiga (RUTE), que visão mais magnifica seria possivel um fotografo, ou um pintor desenhar este quadro? Acho que improvável, quem vai querer desenhar ou fotografar a amargura e a sua companheira.

O dia se acaba, a noite vem, já não há mais pássaros agoureiros na copa do velho zimbro apenas uma doce esperança, amanhã será um novo dia.

Capitulo Quatro De Noemi à Mara

De Noemi à Mara

Vamos fazer uma resenha de quem era esta Noemi? Era uma manhã linda, os pássaros cantavam nas copas das arvores, quando Rute acorda Noemi e diz, olha está tudo pronto pra viagem, alguns poucos abraços de despedida e a matriarca se despede de uma amiga que conheceu naquela terra, a amiga ao pronunciar o nome dela e chama-la de Noemi ela responde, não me chame mais de Noemi (AGRADAVEL, SUAVE, ENCANTADORA) chamem-me de MARA (AMARGA), era isto que ela havia se tornado.
Uma mulher chamada Noemi, sua historia começa da seguinte maneira:“Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos.  Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.  Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. Saiu, pois, ela com suas duas noras do lugar onde estivera; e, indo elas caminhando, de volta para a terra de Judá.” (Rt.1:1-7).
A vida de Noemi foi marcada de sofrimento e dor. Viveu em um tempo de grande fome e escassez pelas quais passou sua terra,  Belém (significa: casa de pão) de Judá, em Israel. Sua terra passava por um tempo de juízo de Deus. Faltava o suprimento básico para  a sobrevivência familiar. Casada com o homem chamado Elimeleque, (significa: Meu Deus é Rei), gerou dele dois filhos e colocou os nomes de Malom (fraqueza, doença) e Quiliom (definhamento, tristeza). Os significados desses nomes já demonstram o drama que havia atingido  sua vida pessoal e familiar. Foi um tempo de tomar decisões difíceis e infelizmente, erradas. Saiu de sua terra, Belém com seu marido e filhos e foi habitar em uma terra distante Moabe, com um povo que sistematicamente fazia guerra contra Israel, em busca de trabalho e provisão. Nunca é bom tomar decisões em tempo de crise, se não for por absoluta direção de Deus. Não é bom habitar em terra de inimigos e opositores, pois é terra de maldição. Sempre, o melhor é estar no lugar e com pessoas que Deus quer que estejamos, mesmo que passemos por sofrimento e dor. O tempo da escassez passará e virá o tempo de bênção e prosperidade. Nos dez anos em Moabe, Noemi experimenta grandes tragédias em sua vida. Seu marido e seus dois filhos morrem. Perder seus entes queridos em terra estranha, longe da sua pátria, aumentou mais sua dor e o sofrimento. Quantas mulheres têm perdidos seus maridos em pleno apogeu de suas vidas, tornando-se viúvas, órfãs do destino? Quantas mães vêem seus filhos serem ceifados no pleno vigor de sua mocidade. Quantas mães têm chorado por causa de tragédias familiares? Para Noemi, o drama fica maior, quando uma de suas noras, Orfa, resolve também abandoná-la para seguir sua vida. Quando as tragédias nos alcançam são poucos aqueles que ficam ao nosso lado para chorar conosco as nossas dores. No momento da dor e do fracasso, Deus nos dá um fio de esperança. Rute (significa: plena de beleza ou amiga) sua outra nora, diz para Noemi: ‘você não está só eu estou contigo e ficarei contigo em todo o tempo, nunca me afastarei de ti.’ “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” (Rt.1:16-17); O nosso amado Deus sempre provê um consolador, para está conosco nos momentos mais difíceis de nossas vidas. Ele próprio está ao nosso lado para nos amparar e consolar. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.  Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” (Jo.14:16-18); As virtudes de Noemi são bem evidenciadas no livro de Rute, demonstrando vários aspectos e decisões que passamos  tomar em tempo de  lutas e provações.

Ela decide enfrentar a sua dor frente a frente, sem sucumbir e nem estremecer. Retorna a sua terra, a Belém de Judá, terra na qual, mais tarde, nasceria o Salvador da Humanidade. Agora, procura refazer sua vida no centro da vontade de Deus. O melhor lugar para ficarmos é onde Deus está. Noemi, não sucumbe diante das adversidades, não se paralisa, não morre e não se deixa abater. Uma mulher que acredita no recomeço. Uma mulher de fibra, forte para suportar os ventos contrários e acreditar que a bonança viria soprar novamente. Alguns atributos podem ser reputados a essa mulher: Bravura em meio às lutas, fidelidade ao seu Deus mesmo em face às perdas, não teme o recomeço, uma sogra exemplar, esperança quando tudo eram trevas. Boa conselheira, tenacidade para prosseguir cuidando do único tesouro que julgava ter: sua nora Rute.

Muitos dos sofrimentos tentam ocultar as riquezas que Deus tem para cada um dia nós. Noemi voltando com Rute a Belém, à casa do pão, lugar do centro da vontade de Deus, volta com o pseudônimo de MARA (AMARGA), que mudança que radicalismo.

A mulher de Elimeleque que era agradável, suave, encantadora, agora cheia de traumas, de dores, de flagelos que a vida lhe atribuiu transformara-se e Mara, que triste fim para uma senhora que havia saído cheia da terra do pão (Belem) e agora voltava vazia, as oportunidades de retorno, todas foram perdidas pela arrogância do marido, e a mesquinhez do filho, não havia sobrado nada, apenas a moabita Rute que a acompanhava.

 

MARA – AMARGA, amarga vem por causa da amargura pense um pouco nisto que trato de apresentar a vocês:

“...Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor; Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos; Não haja nenhum imoral ou profano, como Esaú, que por uma única refeição vendeu os seus direitos de herança como filho mais velho; Como vocês sabem, posteriormente, quando quis herdar a bênção, foi rejeitado; e não teve como alterar a sua decisão, embora buscasse a bênção com lágrimas...”  (Hb.12.14-17).

É possível um crente como Noemi viver uma vida de amargura e, mesmo assim, crescer em santidade? É possível ser amargo e feliz ao mesmo tempo?
É próprio do ser humano fugir da dor (Belém)e buscar o prazer (Moabe), como é próprio gostar mais daquilo que é doce do que é amargo. Razão disto é que, normalmente, serve-se doce nos aniversários, nunca jiló. Por isso, não nos soa bem aos ouvidos palavras como: amargura, amargura, amargo, amargar, amargamente, amargor, amargoso, amargurado... Porém elas existem e, às vezes, é difícil evitá-las. Na Bíblia, tais palavras aparecem cerca de 80 vezes, a maioria delas no Antigo Testamento.
De acordo com o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, Michaelis, a palavra “amargura” significa: “Sabor amargo, aflição, angústia, desgosto, dor moral, azedumes... dissabores”. etc. Não nos restam duvidas que a amargura é uma questão que desafia, a cada dia, pessoas como Noemi, Rute, eu e voce, na busca da santidade. Ela apresenta uma serie de reações adversas no comportamento humano, alterando as atitudes, aguçando o temperamento e causando danos na vida do ser humano. Por este motivo, devemos estar sempre vigilante quanto às coisas que geram amargura na alma. Vejamos algumas delas, a partir do texto bíblico de Hebreus 12.14-17.
A amargura é um ressentimento guardado, que adoece a alma. Só os loucos fazem do peito um deposito de amargura. Os que buscam uma vida de santificação, são aconselhados pelo autor sagrado a não se contaminarem com esse veneno: “ nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”  (v.15).
Em poucas palavras, o autor fala de algo pernicioso que, quando não é tratado e cresce dentro da igreja, pode causar um grande mal.
Os comentaristas bíblicos são unânimes em afirmar que o autor de Hebreus cita o texto de Deuteronômio 29.18, onde lemos: “ para que entre vós não haja homem, nem mulher... cujo coração hoje se desvie do Senhor nosso Deus, e vá servir aos deuses destas nações; para que não haja entre vós raiz que produza erva venenosa e amarga”.

Em Hebreus, “amargura” é o termo usado para se referir à “erva venenosa e amarga” dita por Moises. Mas o propósito, diz Calvino, é o de apontar uma raiz venenosa e fatal, que brota no meio da igreja e tenta crescer no seu seio, devendo ser cortada para não contaminar o povo.

Capitulo Tres: A Viagem para Moabe

A Viagem para Moabe

Por fim chegou o dia, a viagem para Moabe, a terra dos desejos iria começar, amigos vieram se despedir, sorrisos e lagrimas misturavam os rostos, parentes e amigos ajudavam a carregar as ultimas cargas nos lombos dos animais, no coração dos adolescentes um misto de tristeza e alegria, no coração de Elimeleque sequer passava a possibilidade de ser a ultima viagem da sua vida e de seus meninos, no coração de Noemi, a pergunta era insistente, por que Deus está permitindo esta viagem?
Depois de trocarem promessas de escreverem uns aos outros, depois de beijos, lembrancinhas, guloseimas para comerem no caminho, por fim Elimeleque da um grito com os animais dando a ordem de partir, lentamente as rodas da carroça em um gemido assustador começa a girar, escuta-se o estalo do chicote no lombo dos animais e a comitiva rumo a terra dos desejos parte.
A caravana segue, logo perdem-se na curva, os olhares dos amigos e parentes se tornam esquecidos, sobraram apenas os comentários, ah os comentários, na sua grande maioria felinos, dispostos a envenenar a alma dos ouvintes com palavras tais como: Xi vão quebrar a cara; este Elimeleque não tem um pingo de juízo, pobre Rute acompanhando este sonhador.
A viagem segue e Malom pergunta ao seu pai, como será a escola? Como será as pessoas? Quiliom interrompe o irmão e pergunta: Pai será que haverá sacerdote para realizar minha iniciação no judaísmo? Perguntas sem resposta efetiva, apenas dissertações de possibilidades, havia na mente de Elimeleque uma quantidade de hipóteses e de possibilidades mais a única certeza era que esta viagem não teria retorno para os três. A busca pelo desejo, prazer e prosperidade, pode ser um caminho sem volta.

É chegada a tarde, dos quase 96 Km de distancia já haviam percorrido boa parte, porem, os animais estavam cansados, era hora de descansar, montam acampamento junto a um ribeiro, embaixo de um pé de zimbro fazem suas cabanas, mais a frente Stanley Jones falaria sobre o pé de Zimbro dizendo que embaixo do pé de zimbro tem vida e morte, pois ali os animais selvagens buscavam refugio, e ali as peçonhas da terra se abrigavam. Que triste esta experiência de Elimeleque, Malom, Quiliom e Noemi, sua primeira noite em baixo de um pé de zimbro, antes de dormir mais um pleito sobre a necessidade e ambição para esta viagem, que fazer? Trabalhar na agricultura? As motivações, em busca de água para irrigar as plantações, novos métodos de trabalho para o plantio e para a pecuária, mais por algum motivo os pássaros de mal agouro passam a acompanhar a caravana.
Os corações de todos estavam temerosos, não foi difícil encontrar uma proposta nos lábios de Noemi, para o retorno, mais o silencio foi estrondoso naquele café da manhã, atrelar os animais, recolher água pra viagem, até o meio dia estaremos chegando em Moabe.
A terra de Moabe é inimiga de Israel até os dias de hoje, Moabe é a região montanhosa da Jordania, ali regimes terroristas preparam-se pras guerras atuais, foi neste lugar que Elimeleque acreditou que poderia levar sua família, o nome de Elimeleque que quer dizer MEU DEUS É REI, indicava um contra senso para os seguidores de Ismael (atualmente os Mulçumanos), mesmo assim ele estava decidido, nem os pássaros agoureiros, nem a cara amarrada de Noemi e as perguntas desconcertantes dos filhos iriam tirar o foco de Elimeleque.
São quase três da tarde daquele dia, por fim chegam a Moabe, comerciantes vendendo alimentos, tecidos, animais na rua, mostravam o progresso e a prosperidade do local, Elimeleque da um grito para a família, e diz: “Eu não falei pra vocês?” era a resposta afirmativa de que seu plano estava certo, procuram uma estalagem, conseguem quartos para uma pernoite, um lugar pros animais, depois de um banho saem para passear pela nova cidade que a principio seria uma casa temporal, mal sabia ele que jamais retornaria daquela cidade. Não foi muito difícil encontrar um local pra viver, uma terra para plantar, afinal aquela era a terra dos desejos, uma semana depois já estava devidamente abrigados, com implementos agrícolas, funcionários tudo transcorria perfeitamente conforme o plano, porem, os pássaros agoureiros anunciavam a falência familiar.  
Passado alguns anos Elimeleque estabelecido em Moabe, a família feliz agora já eram raras as vezes que se falava sobre Israel, haviam esquecido por completo, inclusive que o prazo do arrendamento da terra havia vencido, eles tinham dinheiro e posse em Israel, mais por que se preocupar? Eles estavam bem, estavam prósperos, estavam felizes.
Malom encontra-se com Orfa e eles casam-se, Quiliom por sua vez se casa com Rute. Estavam agora apenas esperando o momento da chegada dos netos. Mais numa manhã chuvosa um aperto no peito, tonturas e desacertos fazem o velho pai Elimeleque passar o dia na cama, a velha Noemi manda chamar um medico rápido na cidade, ele vem receita algumas folhas e no final da tarde vem a triste noticia, Elimeleque havia morrido na terra dos desejos.

No dia do velório só havia gente estranha, os moradores de Moabe reuniram-se para prantear a morte do peregrino, mais que lagrimas sairiam pois ninguém os conhecia, não restou alternativas a não ser contratar pranteadoras, sim pessoas acostumadas a chorar em velórios. Do cemitério para casa a volta foi longa, muito que se pensar, pobre Noemi era a matriarca, porem, a lei dizia que seus filhos deveriam assumir a posição de cabeça do lar, quem assumiria pela ordem o primogênito, será que Noemi teria forças para persuadi-lo a voltar? Ou ele por seu o primogênito era turrão como o pai e não se deixaria levar pelas circunstancias? Depois de passado o luto, a mãe Noemi convoca seus filhos para uma conversa, era necessário, dar a Malom o primogênito as atribuições de patriarca, os empregados esperavam as ordens, estava aproximando a época da colheita em um ultimo momento Noemi ainda tenta sem sucesso o retorno a Israel, a idéia era boa, temos posse, temos gado, temos família vai ser bom, mais resoluto Malom afirma eu tenho minha esposa, sogra, sogro, cunhados, posição e mais reputação aqui na terra de Moabe, que seria eu em Israel? O filho do sonhador Elimeleque? Não minha mãe não retornaremos para Israel ao menos não agora. Que triste conversa foi aquele dia.
Não demora muito e numa manhã sombria e muito quente, Orfa a esposa de Malom, sai as pressas de seu aposento gritando, acudam, acudam, mais quando entram no quarto Malom estava morto.
Como dar a noticia para Noemi? Quiliom entra na casa da mãe, com os olhos arregalados, mãos tremulas respiração ofegante, Noemi pergunta que aconteceu a Malom? Ele morreu? Quiliom apenas balança a cabeça positivamente e cai morto aos pés da mãe Noemi. Em um mesmo dia perde os dois filhos.
Ali na terra de Moabe, a terra dos desejos, Noemi a graciosa, enterra Elimeleque (MEU DEUS É REI), Malom (Doença) e Quiliom (Morte). Na terra dos desejos a fé, a doença e a morte foram enterrados em um mesmo tumulo. Outro velório, mais agora desesperador,
Não foi necessário contratar pranteadores, a família de Orfa encheu uma parte do velório, a família de Rute outra parte, mais ninguém  consolava a velha Noemi, ao contrario, comentários maldosos assombravam o ambiente com perguntas que madição tem esta gente, olha sequer herdeiros sobraram para estas jovens, não engravidaram, Noemi está velha que vai fazer agora?

De repente, Noemi, coloca-se em pé e chama suas duas Noras Orfa (Nuca) e Rute (Amiga, Companheira), e fala minhas filhas agora é hora de partir, maior e minha dor que a de vocês, por algo Deus permitiu isto sobrevir sobre minha casa, vocês são jovens, encontrarão outro lar, outro marido, voltem para seus pais, Orfa a esposa que havia persuadido Malom a continuar em Moabe, da um beijo na sogra e sem uma única palavra pega sua mala que já estava pronta e vai com sua família, Noemi vira pra Rute e fala volte minha filha, pois que esperança tem você ao meu lado? Se eu te disser esta noite engravidarei você esperaria este infante tornar-se homem para que você seja amparada? Não, não se castigue, maior é minha dor. Mais a resposta de Rute foi surpreendente: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te, porque aonde quer que tu fores irei eu, e aonde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu e ali serei sepultada, faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Ainda que ela fosse moabita e não tivesse as mesmas crenças que sua sogra ela decidiu ficar com ela. A dor dela era sua dor, como Noemi, Rute havia ficado viúva, ela porém era jovem, Noemi já era velha podia morrer de fome. Mas Rute decidiu ajudá-la e fazer parte de sua vida, assumindo assim uma nova postura para sua vida.
Muitas vezes a dor,a desilusão impede muitas mulheres de prosseguir, de ir em frente. Devemos aprender com Rute, cujo nome significa amizade, e decidir mudar nossa vida, deixar o egoísmo e saber que outros precisam de nós e muitas vezes por causa deles devemos prosseguir.
E como Rute teve sua vida mudada, abençoou e foi abençoada, amou e foi amada, fez parte da genealogia de Jesus. Deus também fará grandes mudanças em nossas vidas se permitirmos que Ele faça de nós um instrumento para abençoar aqueles a quem ele nos enviar.
Apenas temos que decidir ficar no lugar que Deus quer que estejamos, fazendo a sua vontade,  obedecendo a sua palavra, talvez os outros nos olhem como forasteiros,sem direito de colher espigas, mas Deus olhará para nós e permitirá que mesmo sem esperar todas as bênçãos nos alcancem.
Os familiares de Rute protestaram, eles não acreditavam no que estavam ouvindo desta jovem bonita, ela iria abrir mão de seus sonhos e de sua sociedade por causa de uma velha que sequer agüentaria uma viagem de volta pra sua terra?
Foi dolorido de ver, os funcionários tomando por assalto as terras, pois uma mulher não tinha governo sobre bens e patrimônios, sobrara novamente a velha carroça, os bois e cavalos, roupas e uma bila d’água o retorno não seria fácil, mais seria necessário.

Noventa e seis quilômetros de volta, pois Noemi ouviu que Deus havia visitado Israel, ela tinha terras lá, ela tinha parentes, amigos, mais também ela tinha um peso, o peso da morte de sua família e uma moabita junto dela. Era hora de retornar. 

Capitulo Dois: Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom


Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom
Nossa historia começa com um jovem casal, o nome dele Elimeleque sua esposa chamava-se Noemi, durante um período de escassez, fome e seca em Israel, o casal decide juntamente com seus filhos descerem para Moabe.
Era um dia de sol, pela manhã com uma brisa suave, Elimeleque vai até os parentes próximos e empenhora suas terras, pratica muito comum em Israel, volta pra casa com o dinheiro do arrendamento das terras, albarda os animais, com um beijo suave na testa dos velhos anciãos da aldeia se despede de todos e La vai, Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom, uma família agora com um pouco de dinheiro nos bolsos, e um coração cheio de sonhos e idéias, ao escrever este texto me lembra as palavras da canção do Gonzagão Asa Branca, acho que não teríamos trilha sonora melhor para descrever esta cena.
“...Quando olhei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de prantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração...”
Só que havia uma diferença na canção de Luiz Gonzaga e na realidade da Familia de Elimeleque; o nome.
O nome que eles tinham, o lugar que eles vinham traziam consigo a dignidade de uma familia prospera, abençoada mais que decidiram sair da proteção de Deus.
Vamos conhecer um pouco a vida de cada um membro da família?
Elimeleque seu nome significa MEU DEUS É REI, uma afirmação contundente de que o Deus-Rei é o Deus dele, portanto, se o seu Deus é o Rei, haveria mesmo a necessidade de se ter um fundo musical tão triste e depreciativo como a ASA BRANCA?
Um homem de posses da família hezronita, que habitava em Efrata de Belem, viveu no tempo dos Juizes, logo da descendência daquele que viria ser rei em Israel, da descendência de Davi, Salomão, homens marcado por experiências inteligíveis, mais agora, estava indo rumo a Moabe, e o pior, com sua família
Belem que significa CASA DO PÃO, uma cena inusitada, a casa do pão estava vazia, não saciava mais a fome, o povo estava carente do pão e não havia, qual o resultado? Descer a Moabe.
Moabe significa TERRA DOS DESEJOS, quem de nós em algum momento não sonhou com a terra dos desejos, onde seus sonhos, seus ideais, tornam-se “realidade”? todos nós mais o que acontece é que a terra dos desejos guardam surpresas nada agradáveis para nós, vem sofrimento, vem dor, vem tristeza, vem constrangimento e por último a morte.
“... é melhor pouco pão e água na terra de Deus, que fartura na terra dos desejos...”
Trazendo para nossos dias, constantemente somos confrontados também com esta mesma realidade, encontramos que estamos em seca na terra do pão, decidimos sair da nossa posição, ligamos nosso ipad, iphone na canção ASA BRANCA, e vamos rumo a terra dos desejos, com uma promessa, de que quando o verde dos seus olhos se espalhar na plantação, eu te asseguro não chore não, eu voltarei, viu meu coração. Mais a pergunta é será que vai dar tempo para o retorno?
E Noemi, quem era? Seu nome significa AGRADAVEL, SUAVE, ENCANTADORA, como pode um homem que tem Deus como rei, uma esposa de nome encantadora abandonar a casa de Deus? Abandonar o altar por falta de pão? Mais a frente seu nome passa a ser MARA que significa AMARGA, pois a vida na terra dos desejos a tornou assim. Noemi uma mulher que tem muito que ensinar as nossas mulheres hoje em dia o que é submissão, ela poderia ter falado, brigado, discutido, esperneado com o marido, porem, o arrendo da terra estava em suas mãos, era necessário sair, era necessário ouvir, e em um momento só, mesmo com os filhos ao seu lado, ela coloca um saco nas costas e sai solfejando a triste canção: Que braseiro que fornalha, nem um pé sede prantação, por falta dágua perdi meu gado, morreu de sede meu alazão.

Seus filhos Malom e Quiliom, quem eram? Filhos de um relacionamento lindo, adolescentes recém formado em seus ensinos médios, da prazer de lembrar sua iniciação diante do sacerdote, primeiro Malom recitando a Torá como nenhum outro jovem jamais havia declamado, seus olhos castanhos brilhavam pela sede de tornar-se prospero na terra do pão, seria ele o homem que se tornaria o próximo Juiz? Quem sabe? Mais de repente numa noite de frio diante da fogueira que fizeram no quintal, seu pais se aproxima e diz meu filho vou arrendar nossas terras, iremos partir amanhã, seus sonhos de adolescentes, seus ideais, ficaram e tornaram-se poeira, sua viagem seria sem volta seu próprio nome já diz DOENÇA, sim tirar Malom da casa do pão não era muito inteligente, pois o único lugar onde há cura é na casa do pão, na terra dos desejos vai se  agravar ainda mais a enfermidade, não haverá esperança pra ele, seu irmão Quiliom fica aterrorizado com o fato da mudança, haviam sido criados ali, seus amigos, parentes, estavam todos ali, a escola era perto, o sacerdote estava a postos para receber o recital da Torá, ele havia estado nas montanhas de Gileade, corrido, perto do Jordão, ele sabia o valores daqueles lugares e mais Quiliom significa MORTE, era certo que pra ele só havia uma esperança estar em Belem, estar na casa do pão, lá na terra dos desejos haveria morte na certa, mais o arrendamento das terras estava acertado os valores pagos, o contrato assinado. É hora de ir. 

Capitulo Um Aprendendo com a peregrinação de Elimeleque e de Noemi!


Aprendendo com a peregrinação de Elimeleque e de Noemi!
“ Nos dias em que os juízes julgavam,houve fome na terra, e um homem de Belém de Judá, saiu a habitar no país de Moabe, ele, sua mulher e seus dois filhos.” (Rt.1:1).
Introdução: O período dos juízes, foi marcado por uma transição religiosa,foi um período de inconstância espiritual em Israel,onde a nação tinha dificuldades de estabelecer um período prolongado de retidão,fidelidade,santidade na presença de Deus.
Em nossos dias há um forte paralelo com este período bíblico, pois há um fenômeno preocupante dentro da igreja, que podemos chamar de “quedas espirituais”. Não somente no âmbito individual, onde ao passo que as igrejas arrebanham multidões, há um constante aumento de pessoas decaindo da graça, e no que se refere a igreja como um todo, o corpo de Cristo, sofre de uma decadência espiritual, doutrinária, teológica e moral.
E como caracterizava-se naqueles dias, podemos apontar dentre muitas causas, três, que desencadeam todo o processo:
1°falta de instrução;
2°falta de direção;
3°falta de líderes espirituais;
Certa feita o salmista orou e disse: “Tu me farás contemplar os caminhos da vida; na tua presença me encherás de alegria, com delícias perpétuas à tua direita.” (Sl.16:11)
O anseio da alma de Davi, eram caminhos planos para andar, diretrizes na qual pudesse realmente acreditar, e compreendeu que somente em Deus encontraria.
A falta de instrução: “ Dá instrução ao sábio,e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo e ele crescerá em prudência.” (Pv.9:9)
Durante o período dos juízes, há uma expressão comum que diz; que após a morte de um juiz, os filhos de Israel tornavam a prática do mal, até que Deus ouvia o clamor do povo oprimido e lhes dava um juiz, um líder. Os juízes levantados por Deus não tinham uma preocupação iminente em preparar líderes para darem continuidade ao seu trabalho. Nenhum juiz apresentou uma visão a longo prazo em relação a este aspecto. Exerciam autoridade, porém não velavam pela instrução, pelo discipulado, não se preocupavam com a transição de uma geração para outra, deixando neste interlúdio uma lacuna no que se refere a estabilidade espiritual da nação.
2°Pela ausência de instrução: desencadeava-se o segundo fator; a ausência de direção, e outra característica deste período é: “Naqueles dias não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.” (Jz.21:25). Ou seja, como obreiro do Senhor, precisa haver uma constante análise de seu trabalho, pois erros simples que passam desapercebidos no presente, podem desencadear uma série de outros erros no futuro. Observe que, embora estejamos analisando três causas que contribuíram para a oscilação de Israel, tanto na área social, governamental como espiritual, há uma profunda correlação entre ambas, de modo que é impossível desmembrar uma das outras. Este problema só foi solucionado quando Samuel assume a posição de último juiz e primeiro profeta de Israel, uma vez que sua primeira atitude é fundar a escola dos profetas, onde o ensino é difundido, e Samuel começa a cultivar um ensino espiritual, preparando moços para serem usados por Deus, mas promovendo também matérias seculares, visando o desenvolvimento intelectual dos alunos. Note que uma visão de um líder espiritual consegue instruir, direcionar e promover a espiritualidade.
3°A ausência de líderes preparados e comprometidos com seu ministério: Note que mesmo os líderes vocacionados por Deus relutavam em assumir responsabilidades, e, estes são os piores de todos os homens. Pois o pior não é o que erra tentando acertar, mas sim, o que se omite de suas responsabilidades, pois a covardia e o descaso precedem graves erros.
Baraque por sua covardia não teve todos os méritos em sua batalha, e o livramento foi atribuído a uma mulher. Gideão, por seu descaso promoveu a idolatria em Israel, fez uma estola sacerdotal para ISRAEL adorar, e o povo veio a se prostituir ali. Sansão por seu descaso veio a se misturar com uma prostituta aliada dos inimigos de Israel. Estes homens entraram para a galeria dos heróis da fé, por suas atitudes de fé em tempos de apostasia espiritual, e pela fidelidade de Deus, que apesar de todas intempéries, e equívocos cometidos por estes homens, deu-lhes um fim de honra, triunfando sobre os inimigos em seus dias, mas em geral, foram homens que poderiam ter uma história muito mais excelente. Isto também traça um paralelo com os homens levantados por Deus em nossa geração, muitos não desenvolvem a chamada do Senhor em sua totalidade, outros tem seus ministérios abreviados por acidentes no percurso, acidentes que poderiam ser evitados, outros chegam ao poder e, como grande parte dos juízes gastam todos os anos preciosos que Deus lhes deu preocupados apenas com o presente, com o hoje, não fazem um trabalho pensando no futuro. Pregam muito sobre a águia e seus atributos; sua visão de longo alcance, seus vôos, suas asas, sua velocidade, seu renovo em idade avançada, o privilégio de degustar o melhor salmão dos mares, mas vivem como verdadeiras galinhas, voando baixo, comendo sobras, fazendo barulho e deixando um rastro de sujeira por onde passam.
Estes homens receberam de Deus unção para romper a barreira do natural e andar no sobrenatural, autoridade para liderar, vencer inimigos poderosos, conquistar territórios, e não compreenderam o que tinham nas mãos. Que Deus nos ajude a valorizarmos tudo o que de suas mãos temos recebido, sabendo que dons, vocação, ministérios, são oportunidades que Deus dá a menos de 1/10 de toda a humanidade, e que a qualquer momento Deus pode levantar outro para ocupar o nosso lugar, e, fazer com maestria o que às vezes fazemos descompromissados.
Quando Saul deixou de atender às expectativas de Deus, o próprio Deus falou a Samuel: já me provi de um rei que é segundo o meu coração.
A decisão de Elimeleque era reflexo dos dias em que vivia. Em nossos dias há no cerne da igreja cristã algumas posturas que incitam decisões equivocadas por parte do corpo de Cristo. Há o sensacionalismo, misticismo, e aqueles que ensinam segundo suas ideologias. Por tais razões há fome na terra, falta pão na casa do pão. Houve fome na terra que mana leite e mel. O pão alimento encontrado em toda parte do mundo, independente da forma característica ou preparo, porém, em Belém (orig.heb:casa do pão) faltou pão.
À luz das escrituras o pão é símbolo da palavra, e não apenas a palavra do intelecto, segundo a expressão comum entre os pregadores 'pão do conhecimento”, mas também o pão que Moisés por revelação divina cita em Nm 4;7 “Também sobre a mesa da proposição estenderão um pano azul; e sobre ela, porão os pratos, e os seus incensários, e as taças, e as escudelas; também o pão contínuo estará sobre ela.” Este pão da proposição trata-se da presença do Senhor, por isso Jesus pode dizer: “...Na verdade vos digo que Moisés não vos deu o pão do céu, mas meu pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois; Senhor, dá-nos desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome..”João 6;32-35.
O texto de Josué cap.9 relata a história de uma caravana de gibeonitas ... “E os moradores de Gibeão, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai, usaram também de astúcia, e foram, e se fingiram embaixadores, e tomaram sacos velhos sobre os seus jumentos e odres de vinhos velhos, e rotos e remendados; e nos pés sapatos velhos e remendados e vestes velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento.”Js 9;3-5
Observe as condições dessa caravana:
1°odres de vinhos velhos, rotos e remendados;
LUCAS 5;37 “E ninguém põe vinho vinho novo em odres velhos; de outra sorte ,o vinho novo romperá os odres e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Mas o vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. E ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho.”
Naqueles dias Israel estava saboreando o vinho novo, não fermentado, de alegria, novidade de vida.
2°...e nos pés sapatos velhos e remendados e vestes velhas sobre si...
DEUTERONÔMIO 29;5 “ E quarenta anos vos fiz andar pelo deserto; não se envelheceram as vossas vestes, nem se envelheceu no teu pé o teu sapato.”
Note o contraste entre uma caravana em miséria e o cuidado de Deus sobre a congregação de Israel
3° o pão era seco e bolorento...
Israel tinha o pão da proposição que apontava para Jesus, o pão vivo que desceu do céu.
4°velho,roto e remendado...
três características principais da caravana gibeonita; E Jesus disse ; “Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica ainda maior.” Mc 2;21
Israel era o tecido novo preservado por Deus durante 40 anos no deserto, e aquela caravana era o vestido velho. Jesus disse que esta junção faria uma rotura ainda maior, e de fato foi o que houve, os gibeonitas foram amaldiçoados, tornando-se escravos.
As condições dessa caravana são tipos, figuras de alguns princípios espirituais, que podemos expor da seguinte forma. Quando faltou pão em Belém;
1°faltou a presença de Deus que preservava a nação. O pão que era vivo agora era escasso, seco e bolorento, como o pão dos gibeonitas. E infelizmente, muitas igrejas já perderam o pão da proposição, e tem servido pão dos gibeonitas na mesa, pão seco e bolorento; mensagens mortas, com um conhecimento morto, pois o conhecimento sem a presença de Deus, na linguagem paulina é chamado de “caducidade da letra”, por isso que na mesa da proposição (Nm.4:7-9) tinha o pão que aponta para a presença de Deus, tinha o incensário que aponta para a oração e o castiçal da luminária que aponta para a revelação de Deus. Quando faltam estes três elementos na mesa da proposição na igreja, que hoje é o púlpito, o pão é seco e bolorento. As pessoas passam horas na igreja e saem do mesmo modo que entraram, almas vazias, mensagens que não transformam, que não curam, incapazes de produzirem nos ouvintes o desejo de ter e viver a vida de Cristo. E acabam como os moradores de Belém; no lugar da bênção, mas em miséria espiritual. A alma transparece o que recebe, e na falta de alimento espiritual, definha, enfraquece.
2°O pão, o vinho, o odre e as vestes;
Todos estes elementos na congregação de Israel eram novos, apontando para uma constante novidade de vida mesmo em meio ao deserto da história. Nem o deserto que por vezes podemos atravessar ao longo de nossa vida cristã, tem poder de envelhecer;
-O pão; a presença de Deus. Lembre-se que Jesus foi ao deserto, e a presença viva da palavra o fez vencer Satanás;
-O odre;as promessas. Por esta causa Paulo exorta seu filho Timóteo; “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por ela boa milícia, conservando a fé e a boa consciência.” I Tm 1;18,19
As promessas não envelhecem com o tempo, não enfraquecem com o fator externo. Como o odre preserva o vinho, assim as promessas preservam a nossa alegria, fé e boa consciência, sabendo que : “...se com ele perseverarmos, também com ele reinaremos.”II Tm 2;12
-O vinho;alegria insondável,inefável,infindável,que somente a casa de Israel conheceu.
-As vestes;as vestes dos santos são descritas como sendo de linho fino e puríssimo, lavadas no sangue carmesim, mais alvas que a neve ou branca lã .Vestes de justiça, santidade e separação, e não envelhecem pois estes valores não mudam. “Pelo contrário, assim como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos vós mesmos em todo vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos porque eu sou santo.”I Pe 1;15,16
E ainda: “Jesus Cristo ontem, hoje e sempre.” Hb 13;8
Quando falta o pão em Belém de Judá, o líder de uma casa, a saber, Elimeleque, vende sua propriedade em Belém, para ir a Moabe. E, Moabe à luz do contexto teve um sabor amargo na história dessa família, e na direção que Elimeleque toma para o futuro de sua casa existem alguns princípios espirituais. Veja o que representou Moabe na história dessa casa:
1° Moabe,ribeiro ilusório. As águas da cidade foram amargas a família. Isto nos leva a considerar que nem sempre quando as crises surgirem a melhor solução é migrar, muitas vezes a solução está
justamente em ficar e enfrentar.
2°Moabe,um atalho para conquistar. Na ânsia de conquistar um futuro melhor para sua casa, Elimeleque viu em outras terras, uma eventual possibilidade. Mas, aquele atalho teve um preço alto demais; sua própria vida. Isto lança luz à uma reflexão: “ atalhos que deixam seqüelas”.O atalho de Moabe, deixou uma seqüela profunda no seio da família, abreviou os dias de Elimeleque. Quantos
atalhos nos negócios que não deixam um rastro de dívidas, situações mal resolvidas, gerando vergonha para a própria casa. Quantos atalhos nos relacionamentos não geram morte espiritual, e o fim de um projeto de vida. Quantos atalhos no ministério não levam obreiros a assumirem responsabilidades antes do tempo, expondo suas famílias a mudanças bruscas, às vezes de cidade, estado, país, sacrificando o bem estar de esposa e filhos, sob um pretexto de estar fazendo a obra de Deus. O empresário Elimeleque é aquele ambicioso que faz investimentos de alto risco de forma inconseqüente. A questão não é o risco em si, e sim a ausência de uma garantia de retorno.
Elimeleque é um garimpeiro que arrisca sua vida em um campo minado. Elimeleque é um obreiro que não pensa em sua família na hora das decisões. Em suma, alguém que se propõe a assumir riscos
quando o retorno não é maior que o risco assumido.
3°Moabe, fuga dos desafios. O desafio de Judá era simplesmente de trilhar o caminho do arrependimento, e Deus mudaria a história. Partindo desse prisma, o primeiro desafio de um cristão quando as dificuldades surgirem, é buscar ao Senhor, pois dele vem o milagre. Mas a postura auto suficiente foi o agravante. Naqueles dias não havia rei em Israel e cada um fazia o que lhe parecia correto aos olhos. Quando o sentimento de auto suficiência toma conta da casa de Israel a crise vai se agravando com o passar dos dias. Por esta causa disse Davi: “Não faz caso da força do cavalo, nem se compraz nos músculos do guerreiro. Agrada-se o Senhor dos que o temem, e dos que esperam na sua misericórdia.”Sl 147;10,11
Não fuja de desafios espirituais. Neemias quando estava reconstruindo os muros de Jerusalém, enfrentou uma série deles, mas quando confrontado disse: Um homem como eu fugiria?
Ne 6;11
4°Moabe,cemitério dos sonhos. Nas terras longínquas de Moabe, foram sepultados os sonhos de uma família.
“Há caminho ao homem que parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. ” Pv 14;12
Foram sepultados os sonhos de três homens; Elimeleque, Malom e Quiliom. E os sonhos de três mulheres: Noemi, Rute e Orfa. Observe que uma atitude reflete no futuro de seis pessoas. O efeito esporádico de nossas atitudes é aquele que é percebido a curto prazo, e o efeito sistêmico é aquele que é percebido a longo prazo. Nem sempre quando os efeitos esporádicos são satisfatórios, os efeitos sistêmicos serão também. Após dez anos em Moabe, aquela casa ainda sofria com os efeitos de decisões do passado.
A família desce a Moabe e a primeira atitude; os filhos de Judá casam-se com mulheres moabitas, o que segundo a lei mosaica era abominável, Israel deveria ser obrigatoriamente separado.
No período pós-exílio, tal atitude caracterizou-se um laço para Israel. Observe o texto de Neemias 13;23,24 : “Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. Metade de seus filhos falavam a língua de asdode ou a língua de um dos outros povos, e não podiam falar a língua de Judá.”
Em Esdras cap.10, Esdras faz o povo despedir as mulheres estrangeiras.
Neemias relata que a nova geração que nascia no coração de Jerusalém não sabia falar a língua de Judá.
Isto aponta para o enfraquecimento e a perda dos valores, históricos, familiares e acima de tudo; espirituais. Quando Ciro promulga o fim do cativeiro israelita na Babilônia e incentiva o retorno para Jerusalém, muitos filhos de Israel preferiram ficar na Babilônia, pois haviam se misturado com o povo, casaram seus filhos com caldeus, e a linguagem de Judá não os comovia mais, a linguagem da separação, da consagração da família ao Senhor, o cântico de adoração a Jeová, não era prioridade.
A língua asdodita aponta para uma língua mundana, distante do propósito de Deus.
Este é o perigo do séc. XXI, a mistura excessiva da Igreja com o mundo. Lembre que Pedro quando negava Jesus, alguém lhe disse; tu falas como ele!!! A Igreja de Cristo tem uma linguagem peculiar, o profeta Isaías disse que a nós foi dado uma língua erudita.
Quando os filhos da Igreja dão-se em casamento com ímpios, a tendência é culminar neste ponto; a mistura que enfraquece os valores da fé.
Cap.1;4,5...quando já fazia quase dez anos que moravam ali, morreram Malom e Quiliom.
Com o passar dos anos todo vínculo com Judá ia desvanecendo, e não houve tempo de retornar a Judá. Este quadro repete-se em nossos dias, muitas famílias saem de Belém de Judá, a Igreja, e quando retornam trazem uma história de perdas, voltam com o luto, com traumas, com um grande vazio na alma, e a sensação de ter desperdiçado preciosos anos de sua vida longe do Senhor. Quantos casais que voltam quando a peregrinação em Moabe destruiu seu casamento, usurpou-lhe os filhos, e de uma família que um dia foi feliz na igreja só restam lembranças. Então voltam, não mais como Noemi, mas sim como Mara, em profunda amargura de alma.
Noemi significa;agradável. Mara significa; amarga. Noemi diz que cheia saiu. Mara diz que vazia voltou. Em Moabe ficou muito mais que os bens da família, ficou a alegria da alma.
v.6 “Então se levantou ela com as suas noras e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe, ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo dando-lhe pão.”
Isto leva-nos a considerar o cuidado de Deus por Belém; casa do pão. A crise não permanece num lugar que Deus escolheu para si. Ao longo da história a cidade enfrentou momentos difíceis, mas Deus sempre esteve velando pela cidade.
Quando o silêncio de Deus imperava na judéia, foi numa manjedoura em Belém que o silêncio se quebrou, então ouviu-se um cântico de uma multidão dos exércitos celestiais... “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens !!(Lc.2:13,14)
Quando o Senhor lembrou-se de Belém dando-lhe pão, a sua presença, a sua provisão, houve uma colheita, houve um novo tempo em Judá. Tempo de colheita, os celeiros transbordaram .O V.22 ...
“Assim voltou Noemi da terra de Moabe, e com ela Rute, sua nora, a moabita, chegaram a Belém no princípio da sega da cevada.”
O regresso a Belém representa:
1°o fim de um deserto espiritual;
Em Moabe, cultuava-se a Moloq, onde os pagãos ofereciam seus filhos em sacrifício. Em Belém havia o culto ao Deus vivo, este regresso é figura de reconciliação com Deus. Noemi era como velha sem pastor, ferida pelos espinhos da vida, maltratada pelo deserto espiritual de Moabe, errante, sem perspectiva, sem esperança, mas o pastor de Israel não esqueceu-se da viúva. Nem de Rute, que até o momento não havia gerado ainda. Observe que as duas noras de Noemi. Rute e Orfa, não tiveram filhos. Não porque fossem estéreis, mas Moabe é uma terra estéril. Mas diz o Senhor; “Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta com alegre canto, e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária, do que os filhos da casada, diz o Senhor. Não temas, porque não serás envergonhada; não te envergonhes, porque não sofrerás humilhação; pois te esquecerás da vergonha da tua mocidade e não mais te lembrarás do opróbrio da tua viuvez. Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda terra. Porque o Senhor te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus. Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te; num ímpeto de indignação escondi de ti a minha face por um momento, mas com misericórdia eterna me compadeço de ti, diz o Senhor, o teu Redentor.”IS 54;1,4-8.
2°o fim da solidão;
“Deus faz com que o solitário habite em família, e liberta aqueles que estão presos em grilhões,mas os rebeldes habitam em terra seca.” (Sl 68:6); Davi compõe este Salmo com base em sua experiência pessoal. Ao longo de sua carreira experimentou diversos momentos de solidão, houve ocasiões que sua família parecia estar à beira de um precipício. Em I Sm 19, o rei Saul manda seus homens invadirem a casa onde Davi,morava com sua esposa e filha do rei; Mical .E os homens de Saul vão pronto para matá-lo, e Davi é obrigado
a deixar para trás sua casa,sua esposa, o conforto do lar, e daí por diante longos dias de solidão nos desertos e cavernas, fugindo de Saul, embora não tivesse culpa nenhuma,o salmista teve que enfrentar até que Deus provesse uma nova família. Por isso reconhece que família é dádiva de Deus, que o galardão do solitário é habitar em família. Em pouco menos de dez anos a casa de Noemi se desfaz, deixando um grande vazio na alma da viúva, não havia qualquer perspectiva de restituição daquela linhagem, o nome da família iria cair no esquecimento, mas quando volta para
Belém, o Senhor daquele povo toma o nome de sua família. Disse o apóstolo Paulo: “ Por esta causa me ponho de joelhos diante do pai, de quem toma o nome de toda família, tanto no céu como sobre a terra...”Ef 2;14,15
Quando entregamos o nome de nossa família nas mãos de Deus podemos ter a certeza que não cairá no esquecimento.

3°fim da escassez;....chegaram a Belém no princípio da sega da cevada; Estar no centro da vontade de Deus, não significa estar isento de enfrentar períodos de instabilidade. Mas, sim, a certeza de um cuidado todo especial da parte de Deus.
Disse o salmista Davi; “Não serão envergonhados nos dias do mal, e nos dias da fome se fartarão.” (Sl.37:19)
Nos dias de Abraão e Isaque, houve fome na terra, mas o Senhor os fez prosperar num tempo que os indicadores da economia apontava uma depressão econômica.
Nos dias de José, quando a fome perdurou por sete anos na terra, os celeiros do Egito estavam repletos de trigo e cereal, graças a gestão do servo de Deus. De modo que, toda a casa de Jacó; ao todo75 pessoas comiam o melhor da terra, e possuíram os melhores campos do Egito.
Muitos homens de Deus enfrentaram períodos semelhantes em seus dias, porém em cada geração, Deus se revelou de forma singular fartando-lhes a alma.
No deserto, peregrinando rumo a Canaã, Deus mandou o maná e codornizes.
Nos dias de Elias, Deus proveu pão e carne usando um corvo como garçom real. Quando cessou a água, providenciou uma viúva em Sarepta, e sob uma palavra profética houve um milagre de multiplicação que durou mais de três anos numa botija de azeite e numa panela.
O segredo de todos estes milagres é o mesmo; onde há homem de Deus no centro da vontade de Deus, há certeza de fartura. Que Deus nos ajude a nos posicionarmos, e bênçãos virão sobre nossas casas e famílias.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Trocas e Negocios

Trocas e Negocios

Se alguem leu minha cronica A NECESSIDADE DE TRANSGREDIR, ou da TRANSGRESSÃO
Já sabe que estive na cidade, e aqui na minha cidade, que vivo não por opção e muito menos por amor a ela, mais que vivo tem algo peculiar na praça central, sim aquela da catedral onde o "bom velhinho" está vivendo enclausurado num cubiculo vergonhoso, é que desde e a minha infancia nesta praça sempre tem uns senhores idosos trocando relogios, radios, nesta era pós moderna, trocando celulares e um mais moderninho ainda trocando tablet, alguem certa ocasião chegou a dizer que era produto de furto, mais não acredito, voce olha na cara dos senhores, voce olha o produto que eles estão "comercializando" não é coisa de batedores de carteira, é apenas a necessidade de negociar, e quem não sente esta vontade? com certeza se voce pensar ai verá que tem algo na sua casa que comprou pensando, não conseguirei viver sem isto, é importante demais na minha vida, e agora, está jogado no canto cheio de poeira, e sua vontade é trocar, vender enfim negociar, é tão latente isto que aqui mesmo no face tem varias fan pages de compra, vende e troca, e é muito legal, os senhores que ficam na praça estão sendo consumidos pelos jovens negociantes que por fim encontraram uma boa utilidade pro face, fazer dele uma praça de negocios, livre comercio de quinquilharias e ficamos felizes não é verdade?

É interessante vermos, que a disposição dos senhores da praça da catedral é a mesma disposição dos jovens nas suas trocas e vendas na internet, mais tem algo que me preocupa.

No mundo cristão, estamos tambem realizando trocas absurdas, estamos trocando nossa fé até então imaculada, por projetos religiosos enfadonhos, estamos trocando de Igreja sem saber se ganharemos ou perderemos, simplesmente porque já não gosto mais, já não uso mais, nã existem mais cristãos convictos na fé e sim na situação, no momento, e com isto estamos montando uma praça de trocas e barganhas, e a pergunta é TENHO UMA ALMA AQUI PRA VENDER, QUAL IGREJA QUER COMPRAR? meu preço é baratinho, um cargo, um tapinha nas costas, etc...

A Bíblia diz, que nós não devemos nos assemelhar ao mundo, mais a verdade é que somos tão bons negociantes que temos o sotaque do mundo, os trejeitos do mundo, a cara do mundo, não da mais pra saber quem é crente e quem não é num calçadão qualquer da cidade.

Trocas e Negocios é o que o homem tem feito com sua fé, mais que fé é esta? se ela deve ser única, exclusiva e principalmente intriseca, particular.

Meu convite, valorize-se, não se venda, não negocie, sua fé seja frio ou seja quente, mais não seja corrompido pelos dizeres dos homens, se voce tiver que mudar, mude por causa da palavra Ela te leva a liberdade, e mais Ela é a propria verdade, absoluta e santa verdade que nos constrange a reconhecermos que somos pecadores e devedores. do que? do respeito aos nossos lideres, do amor a nossa familia e principalmente da valorização a nós mesmos.

Se formos vender algo, que seja os nossos sapatos, para que possam dizer QUÃO FORMOSOS SÃO OS PÉS DOS QUE ANUNCIAM AS BOAS NOVAS.

Se formos vender algo que seja as nossas bolsas, pois Jesus disse: QUANDO SAIREM NÃO LEVEM BOLSAS CONSIGO, DEUS PROVIDENCIARÁ TUDO.

Se formor vender algo que seja nosso cansaço fisico e mental e que possamos nos desgastar aos pés de Cristo


Atte.


Pr.Dr. Wagner Teruel
www.espacopentecosta.net

A Necessidade da Trasngressão

A Necessidade da transgressão

Deus abençoe meus amigos e irmãos, queridos leitores de minhas cronicas as vezes até absurdas fruto de uma mente divorciada do mundo e inteiramente ligada com as coisas de Deus.
Quero nesta manhã tratar de dois pontos que me deixou perplexo hoje, o brasileiro em especial tem uma necessidade desesperadora de transgredir.
Fui ao centro de onibus, normalmente não ando de onibus, mais fui, feliz vendo as ruas, as pessoas, seus trejeitos, suas falas e fiquei impressionado.
Mulheres falando palavrões como se fossem homens em botecos (não que isto seja louvavel a um homem falar)
Homens falando delicadamente como se fosse mulheres em lojas de lingeries
Mais o mais interessante eu notei quando a cobradora, que não parava de falar ao celular, realizou um troco de uma nota de 50,00 coisa que é proibido (ao menos na placa) mais para que a inconveniente transgressão de falar ao celular na hora de passar o troco não fosse notada, ela corruptivamente realiza o troco sem questionar.

Somos todos transgressores?
Bem ao retornar de pagar as contas, lá estou eu novamente no ponto de onibus, e ao parar o onibus, uma senhora de idade desce pela porta da frente, ora, só se justificaria tal ato infracionario, caso o onibus estivesse lotado, mais estava vazio, ao ponto que pude escolher um lugar que mais me agradava. Por que, esta bendita senhora não realizou o procedimento devido, uma vez que havia condição para tal procedimento? e mais o que passa na cabeça dos "legisladores de catraca" permitir tal absurdo?

Simples a necessidade de transgressão.

Para terminar esta parte, vi o papai noel do centro da cidade, saindo de seu casulo comercial e se dirigindo a Igreja católica, eu pensei deve estar indo pedir perdão por estar enganando as crianças, o que ao meu ver tambem é uma transgressão bi lateral, de um lado o "bom velhinho" e de outro lado os pais, eu o segui de perto, já sei voce deve estar pensando será que eu não tinha o que fazer? na verdade hoje estou tranquilo, bem, voltando o segui de perto, pensei, vai se ajoelhar, vai fazer uma penitencia pelo pecado de iludir as pobres crianças.... ahhh amigos que ledo engano ele foi ao banheiro, o que tambem é uma transgressão multi lateral, o pobre velhinho com incontinencia urinaria, usurpando a "santa sé" deixando ali seus dejetos, a prefeitura de mogi que não providenciou um local pro Noel poder fazer suas necessidades, o que alias o Noel em Mogi das Cruzes está em crise, nos anos que se passaram tinha uma verdadeira mansão na praça da catedral e hoje está em um kitnet muito do sem vergonha escorado nos muros da Escola Coronel Almeida. e por ultimo a propria Igreja Católica que transgride a fé e os bons costumes apoiando o Bispo de Mitra.

Será que somos todos transgressores?
Talvez sim, mais em Isaias o Senhor Deus nos diz que Ele levou sobre í as nossas transgressões e isto nos indica que podemos fazer um mundo melhor, sem acordo ou pacto como nossa Presidente Dilma Rousseff propos, nós temos que fazer pactos ou acordos, o que precisamos é orar pela nossa nação, votar com consciencia e acima de tudo viver este dia como se fosse o ultimo de nossas vidas, fazendo o melhor, corrompendo menos e deixando a hipocresia de lado.


Deus abençoe nossa Nação


Pr. Dr. Wagner Teruel
www.itsteologia.net