domingo, 21 de fevereiro de 2016

O Nome de Jesus e o Nome de Deus

O nome de Jesus e o nome de Deus

 

Introdução

O nome de Deus e o nome de Jesus são temas profundamente importantes na Bíblia. Ambos temas são mistérios, e devemos tratar com muita humildade e oração para podermos compreender. Muitas coisas do que eu escrevo, eu entendo que nãao são fáceis de compreensão, e, portanto, necessita do guia Espirito Santo para entendermos.
O propósito do nome em nossa cultura ocidental é simplesmente para identificar. Utilizamos nomes para distinguir uma pessoa da outra. De outra maneira jamais saberíamos de quem estamos falando. Muitas pessoas elegem nomes para seus filhos porque gostamos o som do nome. Em um nível subconsciente é bem provável que conheçam ou admirem as pessoas quer sejam reais ou fictícias com o dito nome. Os nomes João, Miguel, Maria, Ana, etc... não descrevem a quem o possue de maneira nenhuma. São simplesmente utilizados para diferenciar uma pessoa da outra. Poucas pessoas conhecem o significado dos nomes, uma vez que não são substantivos do Portugues exceto umas poucas como Graça, Flor, Alegria, Vitória etc...
Na cultura da Bíblia, os nomes eram escolhidos pelos seus significados. Os nomes eram simplesmente palavras ou frases hebraicas que qualquer um poderia entender. Os nomes das pessoas algumas vezes descrevem a experiência dos seus pais. Moisés chamou seu filho de Gerson que significa EXILADO. Por que? Simples porque ele era um exilado no deserto naquele tempo. José significa Deus Multiplica, porque sua mãe orou a Deus para que ela pudesse ter mais filhos. Benjamin significa FILHO DA MINHA DESTRA. Outros nomes eram proféticos. Oséias chamou seu filho de LO-AMMI que significa NÃO MEU POVO. Isaias chamou ao seu filho de MAHER-SHALAL-HASH-BAZ que significa RAPIDO DESPOJO PRESA SEGURA. Jesus recebeu seu nome porque Ele ia salvar o seu povo dos seus pecados.
No reino espiritual, os nomes descreviam diretamente seus possuidores, quer seja, por aquilo que os pais estavam vivendo, quer seja por uma mensagem profética. No NT. uns demônios são chamados de LEGIÃO porsque eram muitos. Existem anjos no livro do Apocalipse chamados de Morte e Apolion (no hebraico abbadon nodabba) e significa destruidor no grego. O nome de Satanas significa adversário ou oponente. Algumas pessoas que tem experiência em libertação ou exorcismo entendem que os demônios revelam seus nomes quando são afrontados. Eles dão nomes como COBIÇA ou LUXURIA etc.. os quais apenas descrevem suas características.
Os nomes na Bíblia então tem propósitos claros: DESCREVER E IDENTIFICAR.
Alem da nossa diferença cultural entre o uso moderno dado aos nomes e o uso dos mesmos nos tempos da Bíblia, existe outro problema. Os pensamentos de Deus não são nossos pensamentos, e seus caminhos não são os nossos, como disse Isaias. Porque seus caminhos e pensamentos estão muito mais alto do que os nossos.
Ou estão em ultima instancia, de certa forma a nossa mentalidade não foi renascida. Em um extremo positivo desta nova medida terremos a mentalidade de Cristo, ou no extremo negativo a afirmação pesimista de Isaias será certa em nós. Devemos aprender a pensar em términos divinos antes mesmo que seja em términos carnais, se desejarmos compreender as coisas profundas de Deus. A mentalidade da carne é inimizade com Deus. O homem natural não recebe as coisas do Espirito de Deus, porque são necessidades para ele, e não pode compreende-las, porque devem ser dicernidas espiritualmente. Devemos ter a luz do Espirito Santo se esperarmos compreender a mentalidade de Deus. O significado que vemos nas palavras não são mais que sombras do profundo e incomensuravelmente significado que Deus tem guardado nelas.

O Nome de Deus

Tem se pensado muito, tem se falado muito e acima de tudo tem se escrito muito sobre o nome de Deus. Portanto, neste capitulo vamos dar algumas considerações sobre este tema. As lições que aprendemos sobre o estudo do Nome de Deus podem parecer um pouco acadêmicas, porem se transformaram para converterem-se em uma preparação de um conhecimento mais profundo do nome de Jesus.
Um bom começo e obvio é o capitulo 3 do livro de Exodo, onde Moisés está parado diante da sarça ardente. Para nosso objetivo presente, deveremos então olhar primerio o versículo 6 onde Deus se apresenta a si mesmo com as palavras: “...Disse ainda: "Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó". Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus...” (Ex.3:6 NVI). De acordo com a mentalidade humana nós esperávamos que Deus dissesse: “Eu sou o Todo Poderoso Criador do Universo, o mais inteligente, sou todo amor e quem todo sabe, e meu nome é YHWH hwhy . Esta é a forma em que um missionario trataria de introduzir o conceito de Deus em uma tribo indígena. Deus, como vemos, nos da uma descrição de si mesmo, porem, nenhum nome. A única identificação que nos dá é em términos de seus seguidores. Abraão, Isaque, e Jacó, pessoas que exibiram de alguma maneira suas características. Isto nos mostra a mentalidade e natureza de Deus. Palavras, nomes e descrições são totalmente inadequadas para ele. Ele é descrito e identificado no seu povo, e particularmente em seus filhos. Para ser compreendido, Ele deveria ser visto em forma humana. Ele deveria ser manifestado em carne.
O AT. contem alguns nomes e titullos para Deus. Isto inclui: O SENHOR DOS EXERCITOS, O DEUS DOS CÉUS, O MAIS ALTO DEUS, EL SHADDAY, entre outros. Muitas exposições boas e instrutivas de seus significados foram feitas e apresentadas, porem, Jesus não fez isto, ao contrario, Ele disse: “O que me viu, viu ao Pai”. As descrições são somente necessárias para aquilo que naturalmente não se pode ver. Eu até posso descrever Paris para você, porem se quiser mesmo saber todos os detalhes da cidade luz você terá que ir lá pessoalmente.
Jesus não necessitava descrever a Deus nas pessoas. O mesmo era a descrição. Ele foi e é o nome de Deus. Você não olha para a fotografia de alguém quando está na presença da pessoa, simplesmente porque tem algo melhor.
Deus mandou que Moises fosse diante de Faraó e tirasse os filhos de Israel do Egito. Moises então teve dois problemas de identidade:
O Primeiro: QUEM SOU EU, PARA IR ADIANDE DE FARAÓ?
O Segundo: QUEM ÉS TÚ?

Ele disse a Deus: “..."Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele? ’ Que lhes direi?... " (Ex.3:13 NVI).
Se quisermos compreender a contestação de Deus, em primeiro lugar precisaremos considerar a intenção da pergunta de Moisés. Moi´ses cresceu em uma cultura politeísta. O povo cria em diferentes deuses, cada um destes deuses tinha seu nome próprio quer fosse uma entidade divina feminia, quer fosse uma entidade divina masculina. Você pode falar do sol ou da lua, pois existem apenas um de cada, ao contrario, as estrelas elas não são únicas, existem milhões dela, cada uma deveria e poderia ter um nome próprio, porem, não é assim, e portanto, para um leigo torna-se impossível distingui-la. Já o sol e a lua tem seus nomes pelo fato de serem exclusivos. É obivo que estou falando subjetivamente, sem discutir astronomia, pois confesso ser leigo, o tema aqui é a nomenclatura.
A pergunta então seria, Deus realmente tem um nome próprio? Moisés pensou que Ele tinha. Muitas pessoas pensam que Ele não tem mas e você que pensa? Deus tem nome? E qual é o nome de Deus?
A contestação de Deus no versículo 14 para Moisés é: “EU SOU O QUE SOU”. Acredito que poderíamos parafrasear a fala de Deus aqui assim: “EU SOU EU MESMO”. Em outras palavras Deus estava dizendo a Moisés: “TUA PERGUNTA ESTÁ INCORRETA, A REVELAÇÃO DO MEU NOME DEVE SER GRADATIVA ATÉ A DISPENSAÇÃO DA GRAÇA; COMO ÚNICO DEUS QUE SOU, NÃO PRECISO DE UM NOME PROPRIO LIMITADO, ELE SERÁ REVELADO GRADATIVAMENTE”.

Na nossa mente limitada não encontraríamos um nome que o descrevesse adequadamente.

Jesus em sua oração sacerdotal disse: “Eu manifestei Seu Nome” (Jo.17:6); um pouco mais abaixo ainda afirma “Eu fiz conhecer o Teu Nome” (Jo.17:26). Estas são as únicas contestações reais a pergunta de Moisés. Jesus mesmo foi e é o nome de Deus.
Deus continua dizendo: “...Diga aos filhos de Israel, EU SOU me enviou a vós...”. Isto não soa muito bem em português e em hebreu também não. A falta de clareza desta frase demonstra que Deus não poderia dar uma resposta direta a pergunta de Moisés, portanto, a resposta soa como que subjetiva não é mesmo?
No seguinte versículo Deus diz: “...diga aos filhos de Israel, YHWH hwhyo o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, me enviou a vocês. Este é o meu nome para sempre e por ele serei invocado de geração em geração...”.
O que podemos ver aqui? Simples Deus dizendo, não tenho um nome para revelar completamente minha gloria para vocês neste momento, ou seja, a terminologia humana jamais me descreverá. Primeiramente terei que ser visto em carne e sangue, e logo ser conhecido em Espirito. Nem sequer necessito de um nome para distinguirme dos outros deuses, porque não há outro deus. Porem, para o momento é mais que o suficiente, para que diante dos deuses do Egito possam me distinguir como o PRESENTE ETERNO. Diante do povo egípcio poderão utiliza o termo: YHWH hwhy para me diferenciar e me identificar, porem, entendam que os deuses egípcios são falsos. A natureza do nosso Deus, o único Deus, desceu até nós para que nós possamos nos elevar até Ele.
Moises aprendeu com a experiência de Jacó. A historia de Jacó lutando com o anjo nos faz lembrar que depois de uma peleja, finalmente o anjo pergunta: qual o seu nome? E Jacó Le contesta dizendo: Jacó. E a partir daí, o anjo lhe diz: “...Teu nome não será mais Jacó, porem se chamará ISRAEL, porque lutaste com Deus e com os homens e venceste”. O anjo disse, Jacó agora tem um nome, não um novo nome, mas um nome que o identificaria e o descreveria de forma completa. Nós como Jacó tínhamos um nome, simplesmente para não sermos numerados, porem, quando o Senhor Jesus nos da a sua filiação passamos a ter um nome que nos identifica: SOMOS FILHOS DO DEUS VIVO. Porem, quando Jacó disse: “... por favor diga-me qual é o teu nome...” A resposta foi evasiva: “... Por que você pergunta pelo meu nome?...”. Como Moisés, Jacó também fez a pergunta incorreta. Ele quis reduzir a essência divina para algo humano.
Moisés deveria ter aprendido com a experiência de Jacó.
Outro caso bem conhecido é o do pai de Sansão, seu nome Manoá, sua esposa recebe a visita do anjo e diz que ela engravidaria, ele fala pra esposa se é mesmo da parte de Deus, ele que venha falar comigo então, logo estava descansando e recebe a visita do anjo, depois de escutar as instruções de como criar o menino e o voto nazireu. Manoá pergunta ao anjo: “...Qual é o seu nome?...”; E o anjo lhe responde: “...por que perguntas meu nome visto que é maravilhoso?...”

A Historia do Nome:
Não muito depois de encontrar a Deus na sarça ardente, Moises reencontra a Deus, desta vez no Monte Sinai e recebe os dez mandamentos. O terceiro mandamento foi: “...Não tomaras o nome de YHWH hwhyteu Deus em vão...”. mas adiante irei regressar para explicar o significado deste texto, porem, em primeiro lugar gostaria que considerássemos os efeitos que estes mandamentos tinham sobre os judeus. No valor nominal temos uma forma: JAMAIS DIZER O NOME YHWH hwhy , e qualquer outro nome que se possa chamar a Deus em vão, ou seja jamais pronunciar o nome de Deus. Ainda hoje é assim em Israel e com os judeus religiosos. Sempre que um judeu Le a bíblia onde está escrito o tetragrama YHWH hwhy, eles substituem para Adonay yanoda, que significa O SENHOR, uma outra substituição muito utilizada é Há-shem mehs ah, que significa O NOME.
Seria uma estranha coincidência que no hebraico se escreve originalmente sem vogais? Isto significa quem como o Nome YHWH hwhy, não poderia ser pronunciado, mas a graça era que também não poderia e não pode jamais ser escrito completamente, ninguém poderia saber assim a pronuncia original ou total. A palavra JEOVÁ foi formada tomando as vogais de ADONAY e postas dentro do tetragrama YHWH, e aparece pela primeira vez em um manuscrito do século quatorze e certamente não tem uma origem mais antiga que esta oficialmente conhecida.
Depois do exílio para a Babilonia, logo depois os impérios dominantes Medo-Persa e principalmente o Greco-Macedonico, que lutavam bravamente com a cultura, sentiu-se a necessidade de transliterar o AT. para a língua grega. O resultado foi a versão septuaginta, traduzida por setenta sábios no Egito no século três AC. Deveríamos esperar que esta versãp do grego nos desse uma pista de como deveríamos pronunciar o YHWH hwhy.
A reverencia pelo nome impede a transliteração absoluta. Outros nomes são transliterados desde o hebraico para o grego, porem, YHWH hwhy é substituído sempre por Kurios Kurios , no grego e significa SENHOR, Quando o NT cita o AT. de modo geral ele usa a septuaginta, isto significa q encontramos Kurios Kurios em algum lugar do tetragrama YHWH hwhy como o Senhor com letras maiúsculas.
Traduzir o tetragrama oficialmente e originalmente para o grego é impossível. Porque há letras que não existem no vocábulo grego e desta forma não existe tradução.
Desta forma podemos dizer sem medo de errar que o tetragrama YHWH hwhy dado a Moisés era temporal. Quando ele cumpriu o propósito, ele apagou as lembranças em três etapas:
1 – Ele permitiu que os judeus tivessem uma revrencia espúria dele, para que não se atrevessem a pronunciá-Lo; 
2 - Ele causou em Hebraico a condição para que se escrevesse sem vogais, para que não pudessem recordar completamente, e,
3 – Ele não permitiu que pudesse ser transliterado para o grego ou a nenhuma outra língua enquanto sua pronuncia fosse conhecida.

O terceiro Mandamento:
Por favor, voltemos agora para o terceiro mandamento: “... não tomaras o nome de YHWH hwhy teu Deus em vão...”. quase todos os teólogos, eruditos e alunos traduzem este texto como se significasse NÃO BLASFEMAR. Esta interpretação tem muitos séculos de tradição por detrás disto, porem, me atreveria a sugerir que nunca foi o significado primário. Os dês mandamentos começam com a declaração: “... Eu sou, YHWH hwhy, teu Deus que te tirou da terra do Egito, para fora da casa da escravidão...”. que significa tomar um nome? A palavra hebraica NASA asan significa primariamente TOMAR, LEVAR ou SUSTENTAR. Assim como os filhos tomam o sobrenome dos pais. Os israelitas foram os que receberam o nome do seu Deus, o Deus que os escolheu e os tirou da terra do Egito. Eles seriam seus representantes e os possuidores do seu nome. Eles não deveriam fazer isto de qualquer maneira, ou melhor, não deveriam tomar o nome de Deus em vão.
Jesus sofreu e morreu porque ele tratou de levar-nos para fora da terra espiritual do Egito. Ele quer nos dar este nome. Talvez por isto frequentemente tomamos seu nome em vão, é por isto que o mundo frequentemente blasfema.

O nome de Jesus:
Que honra foi quando Deus, o grande Criador e Senhor de todo o universo, o pantocrator, o ser infinito que está mais alem da nossa descrição, tomou um nome em linguagem humana de forma que Ele possa ser conhecido. A maior honra seguiu. Na plenitude dos tempos Ele se fez carne. Instruções especificas foram dadas através de sonhos ou visões para José e também para Maria pelo anjo Gabriel: “... vocês colocarão o nome dele de Jesus...”. O NT. nem uma vez menciona o nome de YHWH hwhy, mas da grande importância ao nome de Jesus.
Já consideramos o nome YHWH hwhy, a reverencia que hoje em dia a um nome do qual ninguem, sabe pronunciar. Encontramos um paralelo surpreendente com o nome de Jesus. Cada língua pronuncia seu nome de uma maneira diferente. Nenhuma das cinco letras que formam seu nome nas línguas de origem latina tem uma pronunciação consistente nas diferentes línguas européias. O “J” tem pelo menos quatro pronunciações diferentes incluindo “Y” e “CH”. A letra “E” ou “I”. a letra “S” pode ser, “S”, “SH” ou “Z”. a letra “U” tem menos variações. A letra “S” final pode estar presente ou ausente. Verdadeiramente o nome hebraico YESHUA e o português JESUS não tem sons fonéticos em comum.
Será que todos nós sabemos o que significa Jesus, quando pronunciamos? Historicamente, sim sabemos. Jesus significa a pessoa descrita no NT. que viveu dois mil anos atrás e estabeleceu a fé cristã. Espiritualmente falando é um assunto bem diferente. Realmente todos falamos da mesma pessoa? Para três quarto da população mundial Jesus, foi conhecido por todos, e é fundador de uma religião bem diferente. No mundo ocidental para uma minoria Jesus é o Filho do Homem, o Filho de Deus, o Salvador, o Curador, o Senhor e Amigo. Para o resto da população, cada um tem uma idéia diferente de acordo a sua tradição, parcialidade e prejuízo.
A onde nos leva tudo isto? Que representa o nome do Filho de Deus? A resposta eu creio, é como a resposta da nossa primeira perfunta: O que representa o nome de Deus? Jesus foi o nome, a descrição e a identidade de Deus para todo aquele que se encontrou com ele quando caminhava na terra, assim como é para nós o seu povo hoje. Chegaremos a ser o nome, descrição e indentidade de Jesus para o mundo. Jesus revela a Deus ao seu povo. Seu povo deve revelar-Lhe ao mundo. Devemos ser a manifestação do nome de Jesus para o mundo, assim como Jesus é a manifestação do nome de Deus para seu povo.
Este conceito é provavelmente novo e difícil de compreender. Estamos familiarizados em pensar que somos o corpo de Cristo ou o templo do Espirito Santo. Estas idéias estão explicitamente estabelecidas na Bíblia. Nossa familiaridade com as palavras das Escrituras, nos leva a aceitar frequentemente as profundezas verdaedes de Deus rapidamente.
A idéia que deveriamo ser o nome de Jesus não está claramente estabelecido no NT. porem, coincide e lança luz em muitas passagens, as quais consideraremos agora.

Batizados dentro do seu Nome:
A frase: “sendo batizado dentro do seu nome” aparece várias vezes no NT. (muitas versões traduzem como “em” seu nome). Também lemos em alguns lugares: “sendo batizados dentro do seu corpo”. Estas duas frases se correspondem perfeitamente agora. Seu corpo é seu povo santificado. Seu nome é seu povo santificado. Seu nome e seu corpo é o mesmo. ambas frases falam de uma profunda imersão dentro da divindade. O batismo realmente não é somente uma cerimônia que o homem pode ver, nem sequer é uma experiência dramática no sobrenatural. Mas sim, uma combinação continua de imersão dentro de Deus pela qual chegamos a ser um com ele e podemos então ser chamados seu corpo e seu nome.
Em matéria de Batismo, embora não vamos tratar sobre este tema de forma exaustiva, pois já tratamos no Contra Fatos Não Há Argumentos Volume 2, porem, quero apenas trazer um pequeno relato para compreendermos a importância do Nome no batismo.
Quando lemos Mateus 28:19 e Atos 2:38 parece ser que eles se contradizem, pois em Mateus 28:19 Jesus instrui os discípulos a: “batizar dentro do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”; já no livro de Atos dos Apostolos 2:38 a instrução de Pedro cheio do Espirito Santo foi: “batizem dentro do nome de Jesus”. Para Deus um nome não é uma seqquencia de sons fonéticos que devem ser pronunciados corretamente. É o povo santificado e a separação para Ele. Através do povo, o pais, o filho e o Espirito Santo serão conhecidos no mundo pelo único nome capaz de salvar que é o nome de Jesus (At.4:12). E como se fará isto? Deus colocando seu nome na sua igreja e criando harmonia nas Escrituras.

Santificado seja Teu Nome:
Jesus ensinou aos seus discípulos a oração: “...Pai nosso, santificado seja teu nome, venha o teu reino...”. Milhões de pessoas recitam esta oração diariamente, porem, poucos a compreendem. Agora talvez possamos ver seu significado mais claramente. O nome será abençoado ou santificado, era Jesus mesmo e aqueles que ele chame. No livro de João capitulo 17 está registrado a ultima oração de Jesus no Getsemane antes de ser preso. Neste momento de dor e de sofrimento ainda encontrou em seu coração disposição para orar por seus discípulos dizendo: “santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (V.17) e ainda: “e por eles me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade” (V.19). ambas orações estão perfeitamente acordes com a suplíca para a santificação de si mesmo e de seu povo. Desta forma quando Jesus orou a oração que milhões recitam diariamente, sua primeira suplica, “santificado seja teu nome”, foi uma oração para a separação do seu povo em santidade. Somente a partir desta base vem a segunda súplica: “venha o teu reino”, ou seja, quando o povo for santificado o reino virá.
Nomes, lugares, construções e dias não podem jamais serem verdadeiramente santificados.
Estas coisas em sua natureza não podem ser santas, elas servem a um propósito e tem um tempo, e são apenas sobras da realidade. Somente pessoas podem ser santas. O Espirito Santo desce nas pessoas (e não em coisas) e as separa para Deus.

Exaltação de Seu Nome:
No capitulo 2 de Filipenses fala de Jesus passando da humilhação e da morte à ressurreição e exaltação (tema tratado exaustivamente no livro O SHEMEN – MINISTERIO DO ESPÍRITO SANTO que neste momento falaremos apenas circunstancialmente), “pelo que Deus o exaltou, e lhe deu o nome que está sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus todo o joelho se dobre”. Será que da pra perceber o Nome de Deus e o contexto com seu povo neste texto? Vejo perfeitamente que sim.
No capitulo 1 de Apocalipses, João mostra uma visão da cabeça e do corpo de Cristo glorificado na sua totalidade. Sua voz não é a simples voz de um homem chamado Jesus, porem é o som das muitas águas. Esta não é somente uma cabeça isolada do corpo, antes porem, é o corpo completo de Cristo. João caiu prostrado aos seus pés como morto, chega o tempo quando a cabeça que é Jesus receberá o corpo e ai será completo, seria possível mesmo o cabeça que é Cristo receber um corpo triteista? Não amigos o corpo é ligado à cabeça através do nome diante do qual todos os joelhos se dobrarão.
Outras escrituras indicam que o povo se prostrará ante o corpo de Cristo. Em Apocalipse 3:9 podemos que o Senhor irá entregar alguns a sinagoga de satanás... e afirma que fará com que prostrem-se diante dos seus pés, ainda em Isaias 45:14 nos diz que diante de ti se prostrarão e suplicarão. Logo Isaias 49:23 e 60:14 são similares.
Isto não acontecerá quando os mulçumanos se ajoelharem nas mesquitas prostrando-se fisicamente, antes porem, será um prostrar-se em espírito como pessoas que olham agora cara a cara o Deus manifesto em carne, ou seja, a maior expressão de arrependimento. Quando a Rainha de Sabá encontrou o rei Salomão e escutou sua sabedoria, e viu sua riqueza, podemos ler que ela ficou sem alento. Ela foi completamente cheia de maravilha, respeito, admiração e amor.

Concluindo:
Como pudemos ver, o alto propósito para o qual Deus nos chamou, somente poderemos saber completamente no dia das bodas do cordeiro, nós somos completamente inadequados e indignos por natureza para sermos o SEU NOME, sua representação na terra e principalmente nos céus.
Deus conhece e vê isto de forma bem mais clara que nós mesmos, e seu plano salvifico prove o caminho necessário, em contra partida, a transformação não é nosso trabalho, porem, dEle. Não devemos ficar surpresos quando ele começa um profundo e radical trabalho de qualquer experiência previa em nós. Este trabalho nos separará dos homens, para assim podermos nos unir ao Espirito de Deus. Antes de Deus colocarnos como verdadeiros representantes do seu Nome, Deus trata com a nossa natureza carnal. Daí fica explicado porque um trinitário mesmo vendo as evidencias ainda insiste em manter-se no erro, simplesmente por orgulho uma arma carnal evidenciada como estratégia do inimigo.
Ingressaremos na morte, sepultamento e ressurreição do nosso Senhor quando o recebermos no batismo nas águas invocando Seu poderoso Nome. Seremos participantes de seu sofrimento e humilhação e depois de sofrermos com Ele estaremos prontos para reinar com Ele.


Venha, faça como Paulo corramos para o alto chamado de Deus em Cristo Jesus.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Pastores sem poder




"PASTORES SEM PODER"



Texto: Mc. 9:14-29

Existem infelizmente hoje muitos ministérios impotentes sem poder. Deus quer derramar o Espírito de poder sobre seus obreiros. O apóstolo Paulo falou em I Co 2:4-5 que sua pregação não consistia em palavras, mas em demonstrações do poder de Deus.
Deus não investe num obreiro que descarta Seu Reino. A igreja de Cristo manifesta o poder dEle, pois Ele vive em meio a igreja.

A pior coisa na vida de um discípulo, Mc 9:18 “trouxe-o aos teus discípulos e não puderam cura-los”. Por que você também não pode fazer, o que está acontecendo?
Mt 10:1 “Ele deu poder sobre todo os espíritos imundos e enfermidades...”
Em Mc 6:7-13 os discípulos tinham poder e autoridade. O que aconteceu entre o capítulo 6 e 9? O que aconteceu com os apóstolos e o poder de Deus? O que aconteceu que eles perderam o poder de Deus?
                                 
Onze Razões porquê não expulsaram o demônio:

Mc 9:5. não queriam sair de cima do monte. Muitos ministérios estão satisfeitos com o que já tem. Querem construir uma cabaninha e ficar com Jesus. Mas o povo que precisa está lá em baixo. Lutar contra o espírito de comodismo.

Mc 9:32. O pecado gera medo. Você está com medo de Deus. Se isto está acontecendo perdemos o amor e a comunhão com Ele. Adão e Eva se esconderam porque haviam pecado. Não existe medo no amor. Você está pronto para se encontrar com Deus? O pecado quebra a comunhão e os muitos afazeres podem passar a ser uma desculpa para obreiros que estão em falta diante de Deus para não se aproximar do Senhor. Você está com medo de Deus?

Mc 9:10-11. Eles não entendiam a ressurreição. Seminários, EBD, não são o suficiente para se conhecer a Deus e os seus mistérios. Somos o povo da bíblia! Não importa a idade, somos alunos da bíblia, temos que ler, decorar. Paulo exortou a Timóteo a ler a palavra, para não ficar envergonhado, jamais deveríamos começar um dia sem passar antes pela bíblia. Billy Graham se notabilizou com a seguinte expressão “...a bíblia diz... a bíblia diz... a bíblia diz...” será que nós sabemos o que a bíblia diz sobre cada assunto?
Hebreus 5:11-14. diz “vocês querem ser mestres, mas vocês necessitam que lhes ensinem os princípios dos oráculos de Deus, querem comer comida forte, mas precisam mesmo é de leite.

Mc 9:33-34. “O que vocês estavam discutindo?...” Eles estavam discutindo quem iria ocupar a cadeira de Jesus. Há muita discussão entre os discípulos hoje, para se saber quem vai ser o diretor, o presidente... Os discípulos esqueceram o conceito de ministério. Mc 9:35 “quem quiser ser o primeiro seja servo de todos”.
“Senhor faça-me um capacho, onde muitos possam limpar os seus pés!”. Quantos de nós “ministros” seriam capaz de fazer esta oração de servo. “...Senhor me de uma atitude de servo...” o princípio do Reino não é ser mestre de todos, mas servo de todos...
Estou disposto a me tornar um capacho da minha igreja, do meu bairro ou cidade? O Reino de Deus não é feito de Senhores mas de servos.

Mc 9:8-38. Se achar dono do nome de Jesus, da cidade, de pessoas, etc. Pastores que ficam bravos quando outras igrejas evangélicas se estabelecem em sua cidade, muitos obreiros oram a Deus pedindo que a nova igreja feche, Deus nunca ouvirá esta oração. Quando uma igreja estiver crescendo, ore por eles, não tenha ciúmes, todos temos um mesmo Deus. Aprenda com eles. Quem não é contra nós é por nós. Vamos trabalhar juntos!

Mc 6:9-36. Os apóstolos afastavam as crianças. Pastores, o que é importante no seu ministério, a EBD, ou o culto de domingo a noite? De três a oito anos é a idade crucial para a evangelização. Dedicamos 90% do nosso tempo a pessoas da igreja que já viveram 90% de suas vidas... Enquanto deveríamos dedicar 90% do nosso tempo e recursos com aqueles que ainda tem 90% de suas vidas para viver. O ministério com crianças é muito importante. “Deles é o Reino dos céus...”

Mc 9:42. Não escandalizar ou fazer a nossa congregação pecar. A condenação e o julgamento para os que escandalizam e levam irmão ao pecado é terrível. I Jo 1:9 é para crentes, obreiros e pastores .
Se o teu olho, mão te fazer pecar arranca-O. O que adianta um pastor ou líder ganhar toda uma congregação e perder a sua alma.

Mc. 9:19 Os discípulos não tinham fé. Há tipos de fé...
Mt.17:22 Fé pequena.
Mt.17:20 Fé como grão de mostarda.
Mt. 15:28 fala da grande fé
Mc. 9:23 “ Tudo é possível ao que crê...”
Crendo em Deus tudo é possível..... Senhor aumenta-nos a fé.

Mc. 9:29 Jesus ensinou os discípulos a orar. Não existe uma referência nos evangelhos que os discípulos se reuniam para orar. Eles viam Jesus orar pela manhã, a tarde a noite toda, mas não oravam.... Eles só oram em Atos e epístolas, nunca nos evangelhos....
Será que um pastor pode continuar no ministério sem orar. Pode até pregar um grande sermão, construir um templo ou dirigir uma organização, mas não terá poder. Você é um pastor de oração? Não se culpe, os discípulos também não oravam, arrependa-se. Senhor dá-nos o desejo de orar....

Mc. 9:29 Falar em jejum para pastores não é a melhor coisa...... A primeira coisa que Jesus fez antes de começar o seu ministério, gastou 40 dias na presença de Deus jejuando. Os pastores gostam de ser convidados para almoçar, jantar, churrascos, futebol etc.... Mas, não gostam de ser convidados para jejuar. Salmos 34:15 tente orar, jejuar e confessar pecados.

Mc. 9:31 Sofrimento e sacrifício. Quanto obreiros estão dispostos a sofrer e sacrificarem a si no altar de Deus pelas almas. Quantos querem ser consumidos no altar de Deus. Muitos pastores já planejaram um boa aposentadoria, uma velhice segura, uma chácara etc... O Senhor Jesus viveu e morreu em sacrifício a Deus. Quantos estão dispostos a dar realmente a sua vida. Abrir mão dela agora por amor a Deus e a sua obra? Quantos estão a anos estabilizados em igrejas, tem um bom salário, um punhado de ovelhas, é uma boa cidade, filhos na escola.... isso ocupa lugar no teu ministério. Um pastor não deveria ficar mais que seis anos em um lugar. Há tantos em tantos lugares precisando de ti. Paulo ficava pouco tempo firmava um trabalho e levantava entre aqueles ganhava líderes e ia fundar outra igreja, etc.


Evangelização:

Alguns itens da segunda mensagem do Pastor Dr. Christopher David, pregado no dia 21/09 pela manhã a pastores e líderes.

Falando sobre evangelização Dr. Christopher fez colocações como estas:

Nossa divisão, separação começou na Torre de Babel e no céu haverá a reunificação.
A evangelização deveria ser a batida cardíaca do pastor. Jesus prometeu...” Nos últimos dias viram pessoas do ocidente, do oriente etc... e depois virá o fim.
“ Eu edificarei a minha igreja...as portas do inferno não prevalecerão”. Você tem poder para sacudir, carregar as portas do inferno. Sansão arrancou as portas fortificadas de Gaza. Evangelização é amarrar o homem valente. É arrancar as pessoas das mãos do diabo... “Deixe Meu povo ir...”
o campo, o mundo, não é o mesmo de 400 anos atrás. Jornal, imprensa não é problema. O mundo pode ser expresso pela palavra ‘crise’, em cada crise há perigo. Mas em cada crise há uma oportunidade.

I Co 16:9. “porque uma porta grande e eficaz se me abriu; e há muitos adversários”. Há um mundo de crises mas também a oportunidade de pregação do evangelho.

Hc 1:5 “Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.” Não fique satisfeito com o que você tem... levante-se... Deus vai fazer coisas poderosíssimas em sua vida.

Na evangelização existe um tempo de oposição. Não é fácil ser um evangelista no século XXI, você precisa entregar sua vida. Será que estou disposto a me entregar? Não é só dar a mente, o corpo e o espírito.

A mensagem que divulgamos ao mundo não é psicologia, filosofia, ação social, a mensagem a ser pregada é somente Jesus Cristo.

Jesus transformou água comum em vinho de qualidade. Deus pode pegar uma vida desgraçada e dar uma vida de qualidade.

O mandato missionário da igreja. Antes de começarmos a evangelizar devemos receber poder. Evangelização é uma batalha.

A evangelização é um crescimento natural de uma igreja que compreendeu o evangelho. É natural e não miraculoso. Envolve toda a igreja, não é tarefa apenas do pastor ou dos diáconos. A evangelização contagia, é algo dinâmico, é o poder de Deus em ação. Então evangelizar é passar aos outros o pode de Deus.

Quando a igreja está estagnada é como água parada, cheira mal, as pessoas começam a se digladiar.

Pastores, trabalhem mais para Jesus, evangelização envolve toda a igreja.

Existe um grande pluralismo religioso em todo o mundo. Nunca ganharemos uma vida por argumento ou condenando alguém, só pelo amor e compaixão. Não podemos lutar com as pessoas.

Devemos ter submissão total a Deus, obedeçam, ou você vai acabar na barriga do peixe.







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11 Tópicos para saber quando a lingua está enferma

11 TÓPICOS PARA SABER QUANDO A LÍNGUA ESTÁ ENFERMA



1. TIAGO 3:5
Tiago enfatiza nossa inclinação ao pecado através da fala, os pecados de fala incluem palavras maldosas e ásperas, mentiras, exagero, doutrinas falsas, calunia, fuxico, etc.

2. EFÉSIOS 4:25
A mentira é um veneno letal para o crente, pois a mentira prejudica o corpo, a alma e o espírito. A mentira é a trava para o crente receber a vitória.

3. MATEUS 12: 35 E 36
Ocasionalmente a língua enferma deixa o homem ou a mulher vazia (mente vazia é oficina do diabo) ditado popular. Por isso devemos estar sempre revestidos pela armadura de Cristo Jesus para que possamos gozar da vitória.

4. TIAGO 3:4
Tiago nesta passagem escreve e deixa bem claro, que a língua, sem estar debaixo da direção do Espírito Santo, ela é vazia e, cheia de marcas, Tiago compara a língua a um leme sem um rumo ou direção a ser tomada.

5. TIAGO 3:8
Tiago continua afirmando que a língua sem unção espiritual, ela está contaminada completamente, revestida de veneno mortal, isto sendo de sério dano ao povo de Deus.

6. JÓ 5:21
Jó compara a língua a um chicote onde satanás por sua vez se apodera dessas brechas do crente que for descuidado, tendo assim chicoteado irmãos de maneira estúpida e sem direção de Deus.
                                                                                    
7. SALMO 45:1
Salmista Davi nesta passagem nos dá uma forte advertência, pois muitos não têm cuidado muito bem da maneira que tem pronunciado palavras dentro do seu lar, do seu convívio trabalhista e social. O salmista Davi compara a língua como uma pena que marca e registra dentro do coração.

8. PROVÉRBIOS 17:9
O livro de Provérbios nos deixa bem claro a respeito do assunto pela qual estamos abordando e podemos Ter a certeza que: enfermidades, desemprego, conflitos financeiros, não separa os melhores amigos, mais uma fofoca separa os melhores amigos. Devemos usar os nossos lábios para a glória do Senhor.

9. I CORINTIOS 30:10
Muitos têm por sua vez retidos a sua vitória por murmurar do que seu irmão tem recebido e por falha, deixamos a inveja se apoderar de tudo isso. Não devemos dar lugar para o diabo nenhuma brechinha para não servir de comida para o destruidor.

10. SALMOS 5:4
O Salmista Davi continua afirmando que sem a unção de Deus, o servo de Deus precisa estar atento, pois a língua inflamada, ela é comparada a uma navalha afiada que corta como uma espada afiada.

11. JEREMIAS 9:8
Jeremias compara a língua a uma flecha que mata e destrói vidas e leva também a loucura, pois Jeremias relata nesta palavra prolifera a benção e a maldição.


COMO IDENTIFICAR QUANDO A LINGUA ESTÁ ENFERMA
           
·        EFÉSIOS 4:31
A Bíblia compara a língua dos gritadores são aqueles que estão sempre gritando para chamar a atenção de alguém para receber vitória.

·        CHEIO DE GIRIA
Saiu do Egito mais o Egito não saiu dele e precisa haver um concerto com Deus para que a vida da pessoa possa ser edificada sobre a Rocha que é Jesus Cristo.

·        MENOSPREZADORES
Aqueles que menosprezam, usam de defeitos físicos para humilhar, criticar, Julgar e colocar defeitos a mais para levantar piadas infames, para derrubar seu próximo.

·        CONTADOR DE PIADAS
Língua gasta, precisando de um refinamento e de um prumo de Jeová para que mais tarde possa sentir paz, alegria, esperança de uma nova perspectiva de vida futura, para quando o Senhor voltar, estejamos preparados.

·        CAVADORES DE COVAS
São aqueles que levantam covas para o seu próprio irmão, vendem seu irmão por preço de bagatela. É preciso haver um conserto com Deus, para com as pessoas. O Salmista Davi no Salmo 41 verso 7 diz que são os murmuradores.


5 EXEMPLOS BÁSICOS DE MALDIÇÃO
ATRAVÉS DA LINGUA ENFERMA


1. QUANDO VOCE CASAR VAI VER O QUE E BOM.
Esta maldição é lançada de pais para filhos, por causa da maldição dos próprios pais.

2. VOCE VAI PAGAR O QUE ESTA FALANDO.
Esse tipo de maldição é a mais comum no nosso meio, por isso devemos conservar nossos lábios para a glória do Senhor, devemos Ter certeza e ser cautelosos com nossos lábios.

3. ESSE MENINO (A) ESTÁ PARECENDO UM DIABINHO.
A falta de vigilância leva a pessoa à destruição e mais tarde, isso pode se tomar um inferno dentro do próprio lar.

4. ESTA CASA ESTÁ PARECENDO UM INFERNO.
Invocando a presença de satã dentro da própria casa.

5. DESGRAÇADO. OU seja, sem a graça de Deus,
IMBECIL: comparação de um animal irracional.
ARREPENDO-ME DE TER CASADO COM VOCÊ; destruiu seu casamento.


COMO RECEBER CURA PARA A LÍNGUA E SABER
COMO SOMENTE DIZER COISAS EDIFICANTES

Se você quer usar seus lábios somente para agradar a Deus, aja da seguinte maneira.
·        COMECE A PEDIR PERDÃO POR TUDO QUE FEZ ATÉ HOJE
·        USE SUA LÍNGUA PARA GLORIFICAR A DEUS E DEIXE-O AGIR.
·        MANTENHA SEMPRE O SEU FALAR DEBAIXO DA DIREÇÃO DO ESPÍRITO SANTO DE DEUS.


A INVEJA É A PODRIDÃO DOS OSSOS

sábado, 26 de dezembro de 2015

As lágrimas do Redentor


As Lágrimas do Redentor

“E quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos." (Lc 19.41,42)

TEMOS aqui ama lamentação compassiva em meio a um triunfo solene. Está escrito que Ele viu a cidade e chorou sobre ela. Duas coisas concorreram para com­por a causa desta tristeza — a grandeza da calamida­de: Jerusalém, outrora tão querida por Deus, devia sofrer, não uma cicatriz, mas uma ruína. 'Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas, e te derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação" (Lc 19.43,44). E a oportunidade perdida de evitar isso: "Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encober­to aos teus olhos" (Lc 19.42). E, novamente: "Pois que não conheceste o tempo da tua visitação" (Lc 19.44).
Em primeiro lugar, a calamidade era maior aos seus olhos do que aos nossos. Sua mente ampla e inclusiva podia captar a extensão deste caso triste. Nossos pensamentos não alcançam tal distância; não obstante, podemos apreender o que tornou este caso tão deplorável. Podemos considerar Jerusalém como a cidade do grande Rei, onde estava o palácio e o trono da majestade do céu, escolhendo "habitar com os homens na terra” Aqui. a luz e glória divinas há muito brilha­vam; aqui estava a Sbequinah sagrada, o lugar da habitação do Altíssimo, os símbolos da sua presença, o lugar da adoração, o propiciatório, o lugar de receber petições e de dispensar favores: "A casa de oração para todas as nações". Para seu povo, esta era a cidade das solenidades, onde as tribos subiam, as tribos do Senhor, até o testemunho de Israel, para dar graças ao nome do Senhor; pois ali estava o trono do julgamento, o trono da casa de Davi. Davi que era tão grande amante da alma dos homens, tão grato e querido tinha sido ao seu coração o lugar onde, pela sucessão de muitas eras passadas, o grande Deus usou (embora mais obscuramente) para revelar suas amáveis propensões aos pecadores, para manter tratados sole­nes com eles, para se fazer conhecido, para atrair e fascinar almas à sua própria santa adoração e conhecimento. E agora o horrível prospecto se mostra da desolação e ruína, pronto para subjugar toda essa glória e devastar as habitações do amante divino. Sua tristeza deve ser concebida à proporção da grandeza desta mudança devastadora.
Em segundo lugar, a oportunidade de prevenção foi perdida. Houve uma oportunidade: Jesus foi enviado "às ovelhas perdidas da casa de Israel". Ele foi a eles como pessoas que lhe pertencem. Tivessem eles O recebido, que lugar alegre Jerusalém teria sido! Quão gloriosos teri­am sido os triunfos de Deus se eles tivessem se arrependido, crido, obedecido! Estas eram as coisas que pertenciam "à tua paz"; esta era a oportunidade, o "tempo da tua visitação". Estas eram as coisas que poderiam ter sido feitas naquele dia, mas agora era muito tarde; o tempo se esgotara, e as coisas da paz foram ocultas aos seus olhos. Quão ardente era o seu desejo de que eles tivessem feito o contrário, de que eles tivessem tomado o curso sábio e seguro.
Podemos resumir o significado e sentido destas palavras: É coisa em si mesma muito lamentável e muito lamentada pelo nosso Senhor Jesus, quando o povo vive sob o Evangelho, tem um dia de graça e uma oportunidade de saber as coisas que pertencem à paz, e desgas­ta esse dia e perde a oportunidade de tal maneira que as coisas da paz são escondidas totalmente dos seus olhos. Temos estas distintas divisões de discurso a serem consideradas e nas quais insistimos.

I. Quais são as coisas necessárias a serem conhecidas pelos que vivem sob o Evangelho, que são pertencentes à sua paz?
Mais particularmente, vamos inquirir: o que são essas coisas em si mesmas e que tipo de conhecimento delas é o que se quer e são necessários aqui.
Quais são as coisas que pertencem à paz de um povo que vive sob o Evangelho? As coisas que pertencem à paz do povo não são as mesmas com todos. Viver ou não sob o Evangelho faz diferença con­siderável na questão. Antes da encarnação e aparição pública de nos­so Senhor, nada mais era necessário entre os judeus que depois se tornou necessário. Antes, era-lhes suficiente crer num Messias por vir, mais indefinidamente. Depois, Ele claramente lhes afirma: "Se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados" (Jo 8.24). Crer em
Cristo não pode ser necessário a pagãos que nunca ouviram falar dEle, como um dever, embora seja necessário como um meio. O fato de eles não crerem em Cristo não pode ser em si pecado, embora por meio disso eles queiram remediar os outros pecados. Porém isto diz respeito mais a nós que vivemos sob o Evangelho a fim de apreender­mos corretamente o que nos é necessário. O Evangelho nos encontra num estado de apostasia de Deus, como nosso Rei soberano, não aptos a obedecê-lo e glorificá-lo, como o primeiro, nem desfrutarmos dEle e sermos satisfeitos nEle, como o último. O arrependimento para com Deus cura e remove este desafeto de nossa mente e coração em relação a Ele sob ambas estas noções. Por meio disso, a alma se volta a Ele, com esta sensação e resolução: "Fui rebelde e desleal contra a autoridade superior e o seu governo mais legítimo que me deu vida e cuja criatura sou eu. Não mais viverei assim. Agora me volto a ti, oh Senhor; tu és o meu Senhor c Deus. A ti agora escolho servir e obede­cer como o Senhor de minha vida. Em ti está o meu temor, a ti me sujeito a não mais viver segundo a minha vontade, mas a tua".

II. Tal como viver sob o Evangelho tem um dia ou oportunidade presente para a obtenção do conhecimento destas coisas que perten­cem imediatamente à paz e de tudo o mais que seja necessário.
Não digo nada sobre que oportunidades tiveram os que nunca viveram sob o Evangelho, os quais, sem dúvida, podem saber mais do que fazem e conhecem melhor o que realmente sabem. É-nos suficiente saber quem desfruta o Evangelho para entender nossas vantagens, Nem, quanto àqueles que o desfrutam, é o dia de cada um de clareza igual. Quão poucos em comparação já viram tal dia como Jerusalém neste momento viu, feito pelos raios do Sol da Justiça, nosso próprio Senhor oferecendo-se para ser o instrutor deles, falando como ne­nhum homem falou com tal autoridade que excedeu de longe os outros mestres e surpreendeu seus ouvintes. Em que arroubo Ele usou para deixar os que o ouviam, sempre que Ele vinha, pois eles se maravilhavam com as palavras graciosas que saíam da sua boca. Com que obras poderosas e benéficas Ele recomendou sua doutrina, bri­lhando no poder glorioso e saboreando da abundante misericórdia do céu, para que toda mente apreensiva pudesse ver a divindade encarnada. Deus desceu para trabalhar com os homens e fasciná-los com o seu conhecimento e amor. Por muitos anos não se viu dia como esse. Contudo, onde quer que o mesmo Evangelho vá, ali tam­bém se faz um dia do mesmo tipo e sempre proporciona a verdade, embora com luz diminuída, por meio da qual as coisas de nossa paz são entendidas e conhecidas. Por exemplo:
2.1.  Temos o estado verdadeiro e distinto da disputa entre Deus e nós. Os pagãos entendiam um pouco da apostasia do homem de Deus, de modo que Ele não está no mesmo estado em que estava no princípio. Mas ainda que entendessem que algo fora perdido, mal conseguiam dizer o quê. O Evangelho revela a depravação universal da natureza degenerada de todos os homens e de toda faculdade humana. O Evangelho pleiteia com os homens como rebeldes contra o seu legítimo Senhor. Mas desta traição contra a majestade do céu, os homens pouco suspeitam até que lhes seja dito. O Evangelho lhes fala tão claramente e representa o assunto em luz tão clara, que eles só precisam se contemplar nessa luz para que vejam que assim é. Os homens bem que podem, se quiserem, criar sem pestanejar escuridão entre a mais clara luz. Mas abra seus olhos, homem, você que vive sob o Evangelho, ponha-se a ver sua alma e você descobrirá que é dia para você. Você tem um dia, estando sob o Evangelho, e luz o bastante para ver que esta é a postura da sua alma e o estado do seu caso diante de Deus. E é de grande importância entender as coisas referentes à sua paz. para saber qual é o verdadeiro estado da disputa entre Deus e você.
2.2. O Evangelho proporciona luz para saber qual é o assunto desta disputa, se ela prosseguir e não houver reconciliação. Dá-nos outros relatos mais claros do castigo do outro mundo, o qual representa mais completamente a extremidade e perpetuidade das misérias futu­ras. Estes relatos nos ajudam a entender que acréscimo os hábitos inalterados e malignos dos homens trarão às suas misérias. Suas concupiscências e paixões ultrajantes, que aqui eles fizeram seu negócio de satisfação, tornaram-se seus atormentadores insaciáveis. Cada um receberá "segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal" (2 Co 5.1O). "Tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7). O que suas próprias reflexões culpadas contribuirão, as mordidas e suplício dos vermes que não morrem, as corrosões vene­nosas da víbora criada em seus seios, agora tornam-se serpente adul­ta; que sociedade e insulto dos demônios, com quem eles devem participar das aflições e tormentos, e por quem foram seduzidos e treinados nessa sociedade e comunhão amaldiçoadas.
2.3. Também representa Deus para você como reconciliável por um Mediador. Nesse Evangelho, a paz lhe é pregada por Jesus Cristo. Esse Evangelho deixa você ver Deus em Cristo, que reconcilia o mun­do com Ele. que o pecado pode não ser imputado a eles. Esse Evan­gelho proclama glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade aos homens. Assim as vozes dos anjos resumiram as alegres novas do Evangelho, quando o Príncipe da Paz nasceu no mundo. "Deus não deseja a morte dos pecadores, mas que eles se voltem e vivam"; de modo que Ele "quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.4).

III. Este dia tem suas fronteiras e limites, de forma que quando terminar e estiver perdido como oportunidade, as coisas da paz são escondidas para sempre dos seus olhos. Que este dia não c infinito e interminável, vemos na instância atual.
Jerusalém teve seu dia; mas esse dia teve seu período. Vemos que finalmente chega a esse ponto, que agora as coisas da paz estão ocultas aos olhos dela. Vemos geral­mente a mesma coisa, quando os pecadores são tão seriamente pres­sionados a fazer uso do tempo presente. "Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração" (SI 957,8), e citado c exortado em Hebreus 3.8. Eles são admoestados a buscar o Senhor enquanto Ele pode ser encontrado, a chamá-lo enquanto Ele está perto. Às vezes, parece que Ele não será encontrado e está bem longe. É-lhes dito que este é o tempo aceitável, este é o dia da salvação.
Este dia, com qualquer lugar ou povo, pressupõe uma noite precedente, quando a aurora nas alturas não lhes tinha visitado o horizonte e todos se sentavam na escuridão e na região e sombra da morte. Houve um tempo, sabemos, de escuridão muito geral, quando o dia do Evangelho, 'o dia da visitação", não tinha ainda amanhecido no mundo, tempos de ignorância, em que Deus foi tolerante para com as nações da terra; os raios dos seus olhos passaram além delas. Mas quando as pálpebras da manhã se abrem sobre um povo e a luz brilha sobre eles com raios diretos, eles recebem a ordem de se arre­penderem. Eles são limitados a este ponto do tempo com tal peremptoriedade, como aquele nobre romano usou para com um príncipe orgulhoso, pedindo tempo para deliberar na proposta que lhe fora feita de retirar as forças que molestavam alguns dos aliados daquele Estado. Com a ponta da vara, ele desenhou uma linha em torno de si e exigiu que, antes que se mexesse para sair daquele círculo, o príncipe fizesse sua escolha, se seria amigo ou inimigo do povo de Roma. Assim os pecadores devem entender a seriedade da situação em que se encontram. O Deus da sua vida, pecador, em cujas mãos estão os tempos, traça com muito mais acerto o seu limite ao tempo presente, e espera sua resposta às ofertas e exigências jus­tas e misericordiosas que Ele faz. Ele circunscreve o seu dia da graça; está incluso em ambas as partes, e tem uma noite como também uma manhã; como teve um precedente, assim tem uma noite subseqüente. e o último, se não for mais escuro, é normalmente muito mais turbu­lento que o primeiro. Deus encerra esse dia com muito desgosto, o qual tem efeitos terríveis. Se não fosse expressamente dito a você qual é a condição daquela noite que segue o dia do Evangelho; se fosse perguntado ao vigilante: "Que noite?", ele só responderia que vem como também a manhã veio, eventos tenebrosos são significa­dos por esse mais terrível silêncio. Ou é tudo um, se você o chamar de um dia; há o bastante para distingui-lo do dia da graça. As Escri­turas chamam tal estação calamitosa indiferentemente pelo nome de noite ou dia-, mas o fato de o último nome ser usado com um ou outro suplemento para significar dia, não quer dizer no sentido agradável ou mais grato: um dia da ira, um dia mau, um dia de escuridão e trevas espessas, não diferindo da noite mais escura; e para dizer que a manhã de tal dia está vindo, é tudo um como a noite que vem de um dia brilhante e de um dia sereno.
3.1.  Que há grande diferença entre os fins e limites do dia ou esta­ção da graça quanto a indivíduos em particular e em referência ao corpo coletivo de um povo que habita determinado lugar.
3.2.  Quanto a ambos há uma diferença entre o fim de tal dia, intermissões ou intervalos escuros que possam haver nele. O Evangelho pode ser retirado de tal povo e ser restaurado.
3.3. Quanto a indivíduos em particular, pode haver muita diferença entre eles. Por exemplo, se, quando viviam sob o Evangelho, obtive­ram o conhecimento das principais doutrinas ou da suma ou substân­cia do Cristianismo, embora sem qualquer efeito santificador ou im­pressão em seus corações, e se, por negligência própria, viveram sob o Evangelho em total ignorância desse fato. O dia da graça pode não ter terminado para o primeiro grupo, embora nunca vivam novamen­te sob o ministério do Evangelho. Considerando que, com o outro tipo, quando esses indivíduos já não desfrutam os meios externos, é provável que o dia da graça haja terminado, de forma que não haja mais esperança no caso deles do que no dos pagãos nas regiões mais escuras do mundo; e talvez muito menos, como sua culpa tem sido muito maior pela negligência de tão grandes e importantes coisas.

IV. Se com qualquer um que viveu sob o Evangelho, o seu dia acabou, e as coisas da paz estão agora para sempre ocultas dos seus olhos.
Isto em si mesmo é caso muito deplorável e muito lamentado por nosso Senhor Jesus. Que o caso é em si mesmo muito deplorável, quem não vê? Uma alma perdida, uma criatura capaz de Deus, a caminho dEle, perto do Reino de Deus, naufragado no porto! Peca­dor, de quão alta esperança você caiu! Em que profundidade de misé­ria e aflição! E o fato de que foi lamentado por nosso Senhor está no texto. Ele viu a cidade e chorou sobre ela.
E agora consideraremos que uso devemos dar a tudo o que vi­mos. Embora nada possa ser útil aos próprios indivíduos, a quem o Redentor lamenta como perdidos, contudo o que Ele faz pode ser de grande proveito para os outros.
O proveito que, em parte, dirá respeito àqueles que o apreendem corretamente, não é o caso deles, e, em parte, tal pode ser em grande temor que seja.
Pois terem razão de se persuadir não é o caso: A melhor base sobre a qual podemos concluir com certeza, é que nesse dia, eles, pela graça de Deus, já conheceram efetivamente as coisas da sua paz, pois sinceramente, com todo o coração e alma, se voltaram para Deus, tomaram-no para ser o seu Deus e se dedicaram a Ele, a fim de serem dEle; confiando e sujeitando-se à misericórdia salvadora e poder governante do Redentor, de acordo com o sentido do concerto do Evangelho, do qual eles não deixam que seu coração se desvie ou recuse, mas resolvem, com a ajuda divina, perseverar nele todos os dias. Agora havendo chegado a esta confortável conclusão sobre es­sas coisas, só me resta dizer:
Regozije-se e queira Deus que assim seja. Cristo, seu Redentor, regozija-se com você e em você, o que se deduz diante de sua indignação quanto aqueles que estão sem esperança. Se Ele chora sobre eles, Ele, sem dúvida, regozija-se em você. Há alegria no céu em relação a você. Os anjos se regozijam, o seu Redentor glorioso presi­dindo no concerto jovial. E você não se regozijaria por você mesmo?
Porte-se com esse cuidado, cautela e zelo, que tornam-se um es­tado de reconciliação. Perceba que sua atual paz e amizade com Deus não é original e contínua a partir disso, mas foi interrompida e parti­da; que sua paz não c a das pessoas constantemente inocentes. Você não está neste estado bom e feliz, porque nunca ofendeu, mas está na qualidade de reconciliado, que outrora era inimigo. E quando, em sua vida, você chegou ao conhecimento das coisas que pertencem à paz, você sentiu a dor e experimentou a amargura de ter sido aparta­do e feito inimigo em sua mente pelas más obras. Quando os terrores de Deus o cercaram e suas setas cravaram em você em rápida suces­são, você não encontrou dificuldade e tristeza? Você não estava em expectativa temerosa de ira e ardente indignação a ponto de consu­mi-lo e queimá-lo como adversário? Você não teria dado o mundo inteiro por uma palavra ou um olhar de paz, por alguma esperança bruxuleante de paz? Quão cauteloso e amedrontado você estaria de uma nova brecha! O quanto você estudaria comportamentos aceitá­veis para andar digno de Deus até ficar completamente bem aceitá­vel! Quão estritamente cuidadoso você seria em manter a fé com Ele e ficar firme no concerto com Ele! Quão preocupado pelos seus inte­resses e em que agonias de espírito, quando você visse as erupções ou inimizade contra Ele vindo de outra pessoa, não uma desconfian­ça ou medo de preconceito final aos seus interesses, mas a apreensão da injustiça da própria coisa e um amor obediente ao seu nome. trono e governo. Quão zeloso você seria a atrair outras pessoas! Quão fervoroso em seus esforços dentro de sua própria esfera de ação e quão amplo em seus desejos estendidos até à esfera do universo de que todo joelho se dobrará e toda língua o confessará!
Mais clamor sincero a Deus e rogos com Ele pelo seu Espírito, por quem o vital vínculo unitivo deve ser contraído entre Deus e Cristo e suas almas. Assim, este será o concerto de vida e paz. Senhor! O quanto os cristãos de nossos dias se enganam com uma religião de­senvolvida súbita e inesperadamente por si mesma! Com efeito, divi­na em sua instituição, mas meramente humana em relação à radicacão e exercício: em cujo aspecto também deve ser divina ou nada. Ainda temos de aprender que um poder divino tem de trabalhar e formar nossa religião em nós, como também a autoridade divina a dirige e a ordena? É em vão que todas essas escrituras nos dizem que é Deus que tem de criar corações novos e renovar espíritos retos em nós; que é Ele que tem de nos fazer voltar, se algum dia nos voltar­mos: que nunca podemos ir a Cristo a menos que o Pai nos leve? Não há causa de desânimo, se você considerar o que foi dito antes neste discurso. "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis: batei, e abrir-se-vos-á" (Lc 11.9). O seu Pai celestial dará o seu Espírito àqueles que pedirem, mais prontamente que os pais dão pão aos filhos, e não uma pedra. Mas, e se vocês tivessem de pedir muitas vezes e esperar muito tempo, isso apenas encareceria mais o presente e mostraria seu alto valor. Você deve lembrar com que freqüência você agravou, re­sistiu e afrontou este Espírito, e que você fez Deus esperar muito tempo por você. O que ocorreria se o absoluto Senhor soberano de todos esperasse que você ficasse à disposição dEle? Ele espera para ser gracioso, e benditos são os que esperam por Ele. Renove suas aplicações a Ele. Coloque, de quando em quando, esse concerto di­ante de você. com o qual você mesmo deve chegar a uma plena e definitiva conclusão. E se não for feito de uma vez, tente novamente, e vezes sem conta. Lembre-se de que é por sua vida, por sua alma, por você. Mas não se satisfaça apenas com tais movimentos lânguidos em seu interior, que podem ser os únicos efeitos do seu espírito, do seu coração negro, torpe, apático, lerdo, morto, duro, pelo menos não da influência eficaz e regeneradora do Espírito divino. Você nun­ca ouviu que operações poderosas ocorreram em outros, quando Deus os transformava, renovava-os e atraía-os em união viva consigo mesmo, e Ele mesmo por Ele? Que surpreendente luz penetrante entrou no coração deles, como quando Ele criava o mundo, iluminando o caos. Como Ele os fez ver coisas que dizem respeito a eles como verdadeiramente eram, e cada um com seu próprio rosto, Deus, Cris­to e eles, pecado e dever, céu e inferno, com suas verdadeiras apa­rências. Quão efetivamente foram despertos! Como os terrores do Todo-Poderoso atacaram e agarraram suas almas! Que agonias e do­res excruciantes eles sentiram, quando a voz de Deus lhes disse: "Des­perta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá" (Ef.5.14). Como Ele os derrubou aos seus pés, lançou-os no pó, quebrou-os, dissipou-os, fez se humilharem, se abominarem e se detestarem, encheu-os de tristeza, vergonha, confusão e indigna­ção para com suas próprias almas culpadas, habituou-os a uma seve­ridade contra si mesmos, até que alcançassem por si só uma maior perspicácia, como também uma auto-acusação, auto-julgamento e auto-condenação. Ele até os fez pretender o inferno e confessar que a porção dos demônios que lhes pertencia era sua mais merecida por­ção. E se agora seus olhos tinham sido dirigidos a um Redentor, e um brilho de esperança lhes aparecera; se agora eles são ensinados a reconhecer o Deus que lhes diz: "Pecador, tu ainda estás disposto a se reconciliar e aceitar um Salvador?'' Que arroubo ao qual esta pergunta os põe! É vida dentre os mortos! O quê? Há esperança para um mise­rável perdido como eu? Quão doce é esse enternecedor convite! Que agradável intimação traz consigo: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). Se o Senhor do céu e da terra olha do trono de glória e diz: "O quê! Pecador, tu menosprezarás meu favor e perdão, meu Filho, teu Redentor podero­so e misericordioso, e ainda minha graça e Espírito?" — Qual será a resposta do miserável e envergonhado, intimidado pela glória da majestade divina, aguilhoado com compunção, vencido com a intimação da generosidade e do amor? "Com o ouvir dos meus ouvi­dos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" Jó 42.5,6). Tão interiormente é a verdade desta palavra agora sentida: "Que tu te lembres e fiques con­fundido e nunca mais abras a boca por causa de tua vergonha, quan­do eu sou pacificado para ti, por tudo o que fizeste, disse o Senhor Deus". Mas pecador, você fará um concerto comigo e meu Cristo? Você me tomará por seu Deus, e Ele por seu Redentor e Senhor? E posso, Senhor? Ainda posso? Graça admirável, misericórdia comedida e maravilhosa por eu não ter sido lançado no inferno com minha primeira recusa. Sim, Senhor, com todo o meu coração e alma eu renuncio as vaidades de um mundo vazio e enganador e todos os prazeres do pecado. Em seu favor está a minha vida. "A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti" (Si 7325). E, bendito Jesus, Príncipe dos reis da terra, que me amaste e me lavaste dos meus pecados em teu sangue, e a quem o Deus eterno exaltou para ser Príncipe e Salvador, dar arrependimento e remissão de pecados, eu me prostro diante de ti, meu Senhor e meu Deus; eu, aqui, de boa vontade presto minha homenagem diante do teu trono. Eu tomo a ti como Senhor de minha vida. Eu me rendo absolutamen­te e me resigno a ti. Teu amor me constrange a, daqui por diante, não mais viver para mim mesmo, mas para ti, que morreste por mim e ressuscitaste. E eu me sujeito e me rendo à tua bendita luz e poder, Espírito Santo da graça, para ser cada vez mais iluminado, santificado e preparado para toda boa palavra e obra neste mundo, e para uma herança entre os que são santificados no outro mundo. Pecador, nun­ca permita que sua alma descanse até que você a encontre em comu­nhão com Deus; assim você pode verda­deiramente dizer e sentir que seu coração está nisto. Não fique cansa­do ou impaciente, esperando e esforçando-se, até que você diga que este é hoje o verdadeiro sentimento de sua alma. Tais coisas foram feitas no mundo; (mas o quanto é raro nos últimos dias!) assim Deus trabalhou com os homens, para salvá-los de descer à sepultura, de­pois de haver encontrado um resgate para eles. E por que não se espera que Ele faça isso? Ele feriu rochas e fez as águas verterem; sua mão não está encurtada, nem seu ouvido agravado. O perigo não é. pecador, que Ele venha a ser inexorável, mas que você o seja. Ele deixará que você rogue, se você prevalecer suplicando seu favor de todo o coração.
Não jogue fora a alma e tão grande esperança por mera indolên­cia e preguiça de sentir um pouco de dor por sua vida. Deixe que o texto, que foi seu diretório sobre as coisas que pertencem à paz, seja também o seu motivo, de modo que você veja o Filho de Deus cho­rando sobre tais coisas como se não soubesse delas. As lágrimas do Redentor não o comoverão? Coração duro! Considere o que estas lágrimas importam para este propósito:
4.1. Significam a real profundidade e grandeza da miséria na qual você está caindo. Elas vertem de olhos intelectuais e mais abrangentes que vêem longe, penetram profundamente as coisas, têm um prospecto amplo e grande e tomam o consolo daquele estado abandona­do para o qual os pecadores irreconciliáveis dirigem-se às pressas, com todo o horror que isso significa. O Filho de Deus não chorou lágrimas vãs e sem causa ou por coisa insignificante; nem esgotou lágrimas por si mesmo ou desejou a profusão de lágrimas de outrem. "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim". Ele sabe o valor das almas, o peso da culpa e o quanto isso os pressionará para baixo e os afundará; como também a severidade da justiça de Deus, o poder da sua ira e quais serão seus terríveis efeitos, quando finalmente caírem. Se você não entende estas coisas, creia no Deus que o fez. Pelo menos creia nas lágrimas dEle.
4.2.  Estas lágrimas significam a sinceridade do seu amor e piedade, a verdade e ternura da sua compaixão. Você acha que suas lágrimas são enganosas, aquEle que nunca conheceu malícia? Isso era como o restante do seu comportamento? E lembre-se de que aquEle que der­rama lágrimas, da mesma fonte de amor e misericórdia também derra­mou sangue. Isso também foi feito para enganar? Você cometeu algu­mas coisas realmente muito consideráveis, se acha que valeu a pena o Deus encarnado chorar, sangrar e morrer, a fim de ludibriá-lo numa falsa estima dEle e do seu amor. Mas se é a maior loucura imaginável entreter tal pensamento, senão que suas lágrimas eram sinceras e não artificiais, as genuínas expressões naturais de benignidade e piedade francas, você deve considerar contra que amor e compaixão você está pecando, que entranhas está repulsando. Se você perecer, é sob tal culpa que os próprios demônios não estão sujeitos, pois nunca tiveram um Redentor que sangrasse por eles, ou, pelo que saibamos, que chorasse sobre eles.
4.3.  Estas lágrimas mostram a irreparabilidade do seu caso, se você persistir na impenitência e incredulidade, até que as coisas da paz sejam totalmente escondidas dos seus olhos. Estas lágrimas serão as últimas emissões de amor (até mesmo derrotado), de amor que está frustrado de seu terno desígnio. Você percebe nestas lágrimas as leis do céu inalteráveis e firmes, a inflexibilidade da justiça divina, que o mantém em laços inexoráveis e selado — se você provar-se incurávelmente obstinado e impenitente — à perdição. Pois até o próprio Redentor, que é poderoso para salvar, não pôde, por fim, salvá-lo, mas apenas chorar sobre você, lágrimas derramadas em cha­mas que atormentam você, sem suavizá-las; mas as lágrimas (embora tenham outro desígnio, até expressar verdadeira compaixão) ainda exacerbam e aumentam inevitavelmente o seu fervor, e continuará assim por toda a eternidade. Ele até chega a dizer a você, pecador:
"Tu desprezaste meu sangue; tu ainda terás minhas lágrimas". O que teria salvado você agora só lamenta sua perda.
Mas as lágrimas choradas sobre outros, como perdidos e sem es­perança, por que não comoveriam você, enquanto ainda há esperan­ça em seu caso? Se você for efetivamente comovido em sua alma, e, olhando àquEle a quem você traspassou, verdadeiramente chora so­bre Ele, você assegura para si a perspectiva de que o choro dEle sobre as almas perdidas não incluiu você. O seu choro sobre você arrazoaria seu caso abandonado e sem esperança; a sua lamentação sobre Ele o tornará seguro e feliz. Que seja assim, e considere ainda que:

4.4. Estas lágrimas significam o verdadeiro intento que Ele tem de salvar almas e com que alegria Ele o salvaria, se você tão-somente aceitasse a misericórdia, enquanto fosse possível. Pois se Ele chora sobre aqueles que não serão salvos, do mesmo amor que é a fonte destas lágrimas, provêem misericórdias salvadoras para aqueles que desejam recebê-las. E o amor que chorou sobre os que estavam per­didos, o quanto glorificará sobre os que estão salvos! Ali o seu amor é desapontado e afrontado, contraditado em seu propósito gracioso; mas aqui, tendo-o rodeado, o quanto Ele se alegrará sobre você com cântico e descanso em seu amor! E você também, em vez de ser envolvido com os irreconciliados pecadores da velha Jerusalém, será citado entre os cidadãos gloriosos da Nova Jerusalém, e triunfará jun­to com eles em glória eterna.


Atte.

Pr.Dr. Wagner Teruel