quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Onde o indigente tem privilégio

                              Onde o indigente tem privilégio

Romanos 5.6-8

 

“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm.5.8)

 

Advertência: O conteúdo deste capítulo é pró­prio para abrir o apetite. Você pode querer lê-lo na cozinha.

Minha primeira colocação ministerial foi em Suzano, São Paulo. Em nossa congregação que era em uma garagem, tinham apenas uma familia, e logo depois foi chegando mais e mais pessoas para congregar, eu não tinha ideia que mais pra frente esta seria uma marca do meu ministerio, sempre começar com uma única familia. A vantagem de começar com uma única familia é que normalmente nos tornamos intimos e passamos a ser uma familia, e voce sabe comofamilia sempre se dedica a cozinhar não é mesmo? Eu me encaixava perfeitamente, porque apesar de nunca ser permitido em cozinhar, mas sempre gotei muito de comer

Em algumas igrejas, os jantares “triviais” fazem jus ao nome. As cozinheiras rapam a panela, e você tenta a sorte. Não assim com essa igreja. Nossos “triviais” eram um grande evento. Alias, isto, de jantares triviais, logo logo vamos estabelecer aqui na nossa Igreja, aguardem.

Para as mulheres, era uma refeição extra-oficial; para os homens, uma descarada comilança.

Para mim, era ótimo, uma verdadeira cornucópia. O paulista gosta muito de churrasco tambem, mas feijoada, panquecas etc... poxa, já estou desenvolvendo de novo este ministerio da comilança. Já se perguntou por que há tantos pregadores robustos? Você entra no ministério para ter refeições como essas. já diz o ditado que pastor sem pança não gera confiança.

Enquanto os outros planejam o que co­zinhar, os jovens solteiros e adolescentes estudam a técnica de armazenagem dos camelos. Nestes jantares cada pessoa deve aportar com alguma coisa, para os jovens é sempre dificil, certa ocasião, em um destes ataques de prateleiras e geladeiras para levar a Igreja, um certo jovem apareceu com meio pote de pasta de amendoim, antigamente chamava-se amendocrem, hoje não sei como se chama, outra vez ele apareceu com meia dúzia de pão com geléia. Uma das melhores oferendas foi um saco fechado de bata­ta frita. Outra, um pouco mais magra, foi uma lata de sopa de tomates, também fechada.

Não era muito, mas ninguém nunca reclamou. De fato, o modo como agiam aquelas senhora o faria pensar que ele havia levado um peru de final de ano, filas recebiam o pote de amendoim e o coloca­vam sobre a longa mesa, com os outros alimentos. Davam um pra­to e incentivavam:

— Vá em frente, não se acanhe. Encha o prato. Ele ia! Purê de batatas. Molho. bife. Frango frito. Ele pegava um pouco de cada coisa, menos é claro o amendoim.

Ele chegava como um indigente, e comia como um rei! Embora Paulo nunca tenha ido a um “trivial”, ele teria adorado o simbolismo. Ele diria que Cristo fez por nós precisamente o que aque­las senhoras faziam pela Igreja. Ele recebeu-nos em sua mesa em virtude de seu amor e de nossa petição. Não são as nossas oferendas que nos garantem um lugar no banquete; na verdade, qualquer coisa que leve­mos parecerá insignificante em sua mesa.

A admissão de nossa fome é a única exigência, pois, “Bem-aventu­rados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt 5.6). Nossa fome, então, não é um anseio a ser evitado, mas antes, um bem-vindo desejo a ser atendido. Nossas fraquezas não são para se­rem rejeitadas, mas confessadas. Note sé não é este o âmago das pala­vras de Paulo, quando escreve: “De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém te­nha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós pelo fato de Cristo ter morrido em nosso favor quando ainda éramos peca­dores.” (Rm 5.6-8 NVI).

1 - O retrato de um indigente

O retrato que Paulo faz de nós não é nada atrativo. Nós éramos “incapazes de ajudar a nós mesmos”, “vivendo contra Deus”, “pecado­res”, “inimigos de Deus” (Rm 5.6,8,10). Tais são as pessoas por quem Cristo morreu.

O terapeuta familiar, Paul Faulkner, conta do homem que resolveu adotar uma adolescente problemática. Alguém questionaria a lógica do pai. A menina era destrutiva, desobediente e desonesta. Um dia, ela veio da escola para casa, e revirou tudo à procura de dinheiro. Quando ele chegou, ela já se fora, e a casa estava de pernas para o ar.

Ao saber do fato, os amigos insistiram com ele para que não finali­zasse a adoção.

— Deixe-a ir — aconselharam. — Afinal, ela não é realmente sua fi­lha.

A resposta dele foi simples:

— Sim, eu sei. Mas eu disse a ela que era.

Deus, também, fez um acordo para adotar o seu povo. E seu pacto não é invalidado por nossa rebelião. Uma coisa é amar-nos quando somos fortes, obedientes, e cordatos. Porém, e quando vasculhamos-lhe a casa, e roubamos o que é dele? Esta é a prova do amor.

E Deus passa na prova. “Mas Deus prova seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

As mulheres de minha igreja não olhavam o amendo­im que o jovem levava, ou diziam: “Volte quando aprender a cozinhar”.

O pai não olhou para a bagunça da casa, e disse: “Volte quando aprender a respeitar”.

Deus não olhou para nossas vidas confusas, e disse: “Morrerei por você, quando você o merecer”.

Nem Davi olhou para Mefibosete e disse: “Eu o resgatarei quando você aprender a andar”.

Mefibo o quê?

Mefibosete. Quando você ouvir sua história, compreenderá por que mencionei-lhe o nome. Assopre a poeira dos livros de 1 e 2 Samuel, e lá você o verá.

(E Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado de ambos os pés. Era da idade de cinco anos quando as novas de Saul e Jônatas vieram de Jezreel; e sua ama o tomou e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu e ficou coxo; o seu nome era Mefibosete) (2 Sm 4.4).

 

Os parêntesis no versículo não são tipos. Mefibosete está entre parêntesis na Bíblia. O versículo não diz muito; apenas seu nome (Mefibosete), sua calamidade (deixado cair pela ama), sua deformida­de (aleijado dos pés), e segue adiante.

Mas isto basta para levantar algumas questões. Quem era esse me­nino? Por que sua história aparece na Escritura? Por que Wagner Teruel esta mencionando MEFIBOSESTE nesta serie de mensagens NAS GARRAS DA GRAÇA? Apenas para uma pequena volta ao passado, creio que será útil.

Mefibosete era filho de Jônatas e neto de Saul, o primeiro rei de Israel. Saul e Jônatas tinham sido mortos na batalha, deixando o trono para ser ocupado por Davi. Naqueles dias, o novo rei, às vezes, demar­cava seu domínio, exterminando a família de seu antecessor.

Davi não pretendia seguir esta tradição, mas a família de Saul não sabia disso. Então apressaram-se a fugir. O cuidado deles concentrou-se em Mefibosete, de cinco anos, que, após a morte do pai e do tio, era o provável herdeiro do trono. Se Davi tivesse a intenção de assassinar os herdeiros de Saul, esse menino seria o primeiro da lista. Então a família fugiu. Na precipitação, Mefibosete escapuliu do colo da ama, danificando, permanentemente, ambos os pés. Pelo resto de sua vida, ele seria um aleijado.

Se a história está começando a lhe parecer familiar, é o que deveria acontecer. Você e Mefibosete têm muito em comum. Você também não nasceu da realeza? E você também não traz as marcas de uma queda? E não temos, cada um de nós, vivido com medo de um rei que nunca vimos?

Mefibosete entenderia o retrato que Paulo faz de nós, indigentes: “estando nós ainda fracos...” (Rm 5.6). por aproximadamente duas décadas, o jovem príncipe viveu numa terra distante, amedrontado demais para falar com o rei. Ele era fraco, incapaz de ajudar-se a si mesmo.

Entrementes, o reino de Davi florescia. Sob a sua liderança, Israel aumentou dez vezes o seu tamanho original. Ele não conhecia derro­tas em campo de batalha, nem insurreição em sua corte. Israel estava em paz. O povo estava agradecido. E Davi, o pastor feito rei, não es­quecera a promessa feita a Jônatas.

A Promessa de Um Rei

Davi e Jônatas eram como duas teclas num piano. Separados, fazi­am música; juntos, harmonia. Jônatas amava a Davi “com todo o amor da sua alma” (1 Sm 20.17). Sua legendária amizade encontrou sua prova máxima no dia em que Davi ouviu que Saul tentava matá-lo. Jônatas empenhou-se para salvar Davi, e pediu em troca um favor ao amigo: “Nem tampouco cortarás da minha casa a tua beneficência eter­namente; nem ainda quando o Senhor desarraigar da terra a cada um dos inimigos de Davi. Assim fez Jônatas aliança com a casa de Davi (1 Samuel 20.15,16).

Você reconhece que essa era uma terna lembrança para Davi? Pode imaginá-lo refletindo sobre esse momento, anos mais tarde? Da sacada do palácio, contemplando a cidade salva. Cavalgando em seu corcel, através dos campos abundantes. Vestido em sua armadura, inspecio­nando seu competente exército. Em algum momento foi ele domina­do pela gratidão? Alguma vez pensou: “Não houvesse Jônatas salvo a minha vida, nada disso teria acontecido”?

Talvez, um desses momentos de reflexão o tenha levado a voltar-se para os servos e perguntar: “Há ainda alguém que ficasse da casa de Saul, para que lhe faça bem por amor de Jônatas?” (2 Sm 91).

Aqueles que estão nas garras da graça são conhecidos por fazerem semelhantes indagações. “Posso fazer algo por alguém?” “Posso ser bondoso com alguém, assim como outros têm sido bondosos comi­go?” Isto não é uma manobra astuta. Davi não procurou fazer o bem a fim de ser aplaudido pelas pessoas. Nem fez alguma coisa, esperando que fizessem o mesmo por ele. Mas foi movido pelo singular pensa­mento de que ele também já fora fraco, E em sua fraqueza, fora ajuda­do. Enquanto se escondia de Saul, cabia-lhe bem o epitáfio de Paulo: “Quando éramos incapazes de ajudar a nós mesmos” (Rm 5.6).

Davi obtivera livramento; agora desejava fazer o mesmo. Um servo chamado Ziba conhecia um descendente. “Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés. E disse-lhe o rei: Onde está? E disse Ziba ao rei: Eis que está em casa de Maquir, filho de Amiel, em LoDebar” (2 Sm 9.3,4).

Apenas uma sentença e Davi soube que havia mais do que ele espe­rava. O menino era “aleijado de ambos os pés”. Quem teria culpado Davi por perguntar a Ziba: “Há alguma outra opção? Algum membro saudável da família?”

Quem o culparia por raciocinar:

“Um aleijado não se adaptará à multidão do castelo. Apenas a elite anda por estes pavimentos; este menino nunca poderá andar! E que serventia teria ele? Sem saúde, sem educação, sem treino. E quem sabe que aparência ele tem? Todos esses anos, vivendo em... como é mesmo? LoDebar? Até o nome pare­ce “lodo e barro”. Certamente há alguém que eu possa ajudar, que não seja tão paupérrimo”.

Mais tais palavras nunca foram pronunciadas. A única resposta de Davi foi: “Onde está esse filho?” (v.4).

Esse filho. Há quanto tempo Mefibosete não recebia a designação de filho? Em todas as referências anteriores, fora chamado de aleijado. Em cada menção, seu nome é seguido de sua desvantagem. Todavia, as palavras de Davi não fizeram menção de sua deficiência. Ele não perguntou: “Onde está Mefibosete, essa criança problemática?” Mas sim: “Onde está esse filho?”

Alguns de vocês sabem o que significa carregar um estigma. A cada vez que seu nome é mencionado, sua calamidade o acompanha.

“Tem tido notícias de João, ultimamente? Você sabe, aquele colega divorciado”.

“Recebemos uma carta do Sergio. Lembra dele? O alcoólatra”. “Margarida está na cidade. Que humilhação ela ter criado sozinha aque­les meninos”.

“Vi Melissa hoje. Não sei por que ela não consegue parar num em­prego”.

Como um irmão incômodo, seu passado o segue onde quer que você vá. Não há ninguém que o veja pelo que você é, e não pelo que você faz? Sim. Existe um que o vê pelo que você é. Seu Rei. Quando Deus fala de você, não menciona sua situação, dor, ou problema; ele o deixa partilhar da sua glória. Ele o chama de filho.

“Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira.

Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segun­do as nossas iniqüidades.

Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua benignidade para com os que o temem.

Quanto o oriente está longe do ocidente, tanto tem ele afastado de nós as nossas transgressões.

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se com­padece daqueles que o temem.

Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Sl 103.9-14).

Mefibosete carregou seu estigma por vinte anos. Quando lhe men­cionavam o nome, mencionavam-lhe o problema. Porém quando o rei pronunciou-lhe o nome, chamou-o de “filho”. E uma palavra vinda do palácio equivale a mil vozes nas ruas.

Os mensageiros de Davi rumaram para a casa de Mefibosete, puseram-no em uma carruagem, e escoltaram-no até o palácio. Ele foi levado à presença do rei, onde prostrou-se com o rosto em terra, e confessou: “Eis aqui teu servo” (2 Sm 9.6). Seu temor era compreensível. Embora ele tivesse ouvido falar da bondade de Davi, quem lha garantiria? Apesar de os emissários lhe haverem dito que Davi não pretendia fazer-lhe mal, ele estava amedrontado. (Você não estaria?) A ansiedade estava naquela face que se inclinava ao chão. As primeiras palavras de Davi para ele foram: “Não tenha medo”.

De igual modo, seu Rei é conhecido por dizer o mesmo. Já notou que a maioria das ordens repetidas pelos lábios de Jesus era: “Não temas”? Já observou que a ordem celeste para não temer aparece em cada livro da Bíblia?

Mefibosete fora chamado, encontrado, e resgatado, mas ainda pre­cisava de garantia. O apóstolo aponta a cruz como nossa garantia do amor de Deus. “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Deus provou seu amor por nós através do sacrifício de seu Filho.

No passado, Deus enviara profetas a pregar; agora, enviou seu Fi­lho para morrer. No passado, Deus comissionara anjos a ajudar; ago­ra, ofereceu seu Filho para redimir. Quando trememos, ele aponta o sangue derramado no madeiro e conforta: “Não tenha medo”.

Durante os primeiros dias da guerra civil americana, um soldado da União foi preso por deserção. Incapaz de provar sua inocência, foi condenado e sentenciado à morte dos desertores. Sua apelação foi parar na mesa de Abraão Lincoln. O presidente compadeceu-se do sol­dado e assinou um indulto. O soldado retornou ao serviço, lutou du­rante toda a guerra, e foi morto na última batalha. No bolso de sua camisa, foi encontrada a carta assinada pelo presidente.

Cercando o coração do soldado, estavam as palavras de perdão de seu líder. Ele achara coragem na graça. Pergunto-me quantos milhares mais acharam coragem na cruz enaltecida de seu Rei.

O Privilégio da Adoção

Assim como Davi cumpriu sua promessa a Jônatas, Deus cumpre-nos a sua. O nome Mefibosete significa “o que despedaça a desonra”. E era isto, exatamente, o que Davi pretendia fazer pelo jovem príncipe.

Logo em seguida, Davi devolveu a Mefibosete todas as suas terras, colheitas, e servos, e insistiu que o aleijado comesse da mesa do rei. Não apenas uma vez, mas para sempre!

“E te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu de contínuo conterás pão à minha mesa”.

“Mefibosete... de contínuo comerá pão à minha mesa”.

“Porém Mefibosete comerá pão à minha mesa como um dos filhos do rei”.

“Morava, pois, Mefibosete em Jerusalém, porquanto de contínuo comia à mesa do rei; e era coxo de ambos os pés” (2 Sm 97,10,11,13 itálicos meus).

 

Pare e visualize a cena na sala de jantar real. Posso novamente pas­sar minha pena a Charles Swindoll a fim de ajudar você?

 

A sineta ressoa através do palácio, anunciando o jantar. Davi chega e senta-se à cabeceira da mesa. Em poucos minutos, Amnon — esperto e astucioso Amnon — senta-se à esquerda de Davi. A adorável e graciosa Tamar, uma jovem bonita e atraente, aproxima-se e senta-se ao lado de Amnon. E então, atravessando o recinto, Salomão caminha lentamente, vindo de seus estudos; precoce, brilhante, preocupado Salomão. O vir­tual herdeiro senta-se devagar. E aí, Absalão — bonitão, encantador Absalão, com seus cabelos bastos e ondulados, negros como um corvo, descendo-lhe pelos ombros — assenta-se também. Nessa noite particular, Joabe, o corajoso guerreiro e comandante das tropas de Davi, foi convidado a jantar. Musculoso, bronzeado, Joabe senta-se perto do rei. Posteriormen­te, eles esperam. Ouve-se o arrastar de pés, o tum, tum, tum das muletas, enquanto Mefibosete, um tanto desajeitado, encontra seu lugar à mesa, escorrega para o assento e... a toalha da mesa cobre-lhe os pés. Pergunto-lhe: Mefibosete compreendeu a graça?

 

E eu lhe pergunto: você vê nele a nossa história?

Filhos da realeza, aleijados por uma queda, permanentemente des­figurados pelo pecado. Vivendo de modo parentético nas crônicas da terra, apenas para ser lembrado pelo rei. Movido não por nossa for­mosura, mas por sua promessa, ele chamou-nos a si, e convidou-nos a tomar lugar à sua mesa. Embora às vezes coxeemos mais do que anda­mos, tomamos nosso lugar junto a outros pecadores-tornados-santos, e partilhamos a glória de Deus.

Posso partilhar com você algumas das coisas que o esperam na mesa do rei?

Você está além da condenação (Rm 8.1).

Você está liberto da lei (Rm 7.6).

Você está perto de Deus (Ef 2.13).

Você está livre do poder do mal (Cl 1.13).

Você é um membro do reino de Deus (Cl 1.13).

Você está justificado (Rm 5.1).

Você é perfeito (Hb 10.14).

Você foi adotado (Rm 8.15).

Você tem acesso a Deus a qualquer momento (Ef 2.18).

Você é uma parte de seu sacerdócio (1 Pe 2.5).

Você nunca será abandonado (Hb 13.5).

Você tem uma herança imperecível (1 Pe 1.4).

Você partilha da vida de Cristo (Cl 5.4),

de seus privilégios (Ef 2.6)

de seus sofrimentos (2 Tm 2.12),

e de seu serviço (1 Co 1.9).

 

Você é um:

Membro do seu corpo (1 Co 12.13).

Ramo na videira (Jo 15.5).

Pedra no edifício (Ef 2.19-22).

Noiva ataviada (Ef 5.25-27).

Sacerdote na nova geração (1 Pe 2.9).

Habitação do Espírito (1 Co 6.19).

 

Você possui (guarde isto!) todas as bênçãos espirituais possíveis

 

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1.3).

 

Este é o presente oferecido ao mais humilde pecador da terra. Quem poderia fazer tal oferta, senão Deus? “E todos nós recebe­mos também da sua plenitude, com graça sobre graça” (Jo 1.16).

Paulo declara-nos tudo ao perguntar:

Você já experimentou algo como este extravagante amor de Deus, esta profunda sabedoria? Está além de nossa mente. Nunca o calcula­remos com exatidão.

 

“Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!

Quem conheceu a mente do Senhor?

Ou quem foi seu conselheiro

Quem primeiro lhe deu para que ele o recompense?

Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.

A ele seja a glória para sempre! Amém.” (Rm 11.33-36).

 

À semelhança de Mefibosete, somos filhos do Rei. E, como acon­tecia em Suzano, nossas maiores oferendas, comparadas ao que nos é dado, não passam de amendoins.


Por Pr.Dr. Wagner Teruel

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domingo, 10 de janeiro de 2021

Uma vírgula ao invés de um ponto final

 

Uma vírgula ao invés de um ponto final

“...E Sansão orou ao Senhor: "Ó Soberano Senhor, lembra-te de mim! Ó Deus, eu te suplico, dá-me forças, mais uma vez, e faze com que eu me vingue dos filisteus por causa dos meus dois olhos!...” (Jz.16:28 NVI)

As vezes nos complicamos tanto, como vimos no ultimo domingo na mensagem: QUANDO NASCE UMA MÁGOA – A SINDROME DE CAIM, e esta complicação nos leva a uma fuga, e a fuga a querermos colocar um ponto final na nossa história, e quando pensamos que tudo está acabado, e que vamos de alguma forma colocar um ponto final, vem Deus através dos seus servos e mostra-nos apenas que é uma virgula.

1 – O trauma pelos nossos erros confundem-se com a dor da mágoa:

Sansão cujo nome significa: pequeno sol, ou, como o sol, imagina isto? Tamanho era seu poder, tamanho era sua fama, tamanha era sua capacidade de se desvencilhar do inimigo, porem incapaz de se livrar dos traumas do passado e das dores da mágoa.

1.1 traumas do passado: Cada pessoa lida com um trauma de forma diferente e a jornada para superar isso é singular. O que funciona para um, pode não funcionar para outro; por exemplo:

Término de um relacionamento;

Perda de entes queridos;

Assédio físico, sexual ou mental;

Relacionamentos abusivos;

Situações de humilhação;

Assaltos e Sequestros;

Abandono na infância;

Situações de risco de vida;

Mudanças drásticas, como a separação dos pais na infância;

Acidentes;

Exposição a situações extremamente difíceis, como pobreza extrema.

1.1.1 Sinais do trauma emocional: Na maioria das vezes, não conseguimos lembrar do trauma que vivenciamos porque nosso cérebro emocional cria uma barreira, um mecanismo de defesa para nos proteger.

 

Temos medo de encarar e reviver aquela dor, então, esse mecanismo é criado quase que de forma inconsciente.

Mas, isso apenas agrava o problema, pois quando não aceitamos a nossa história, deixamos de ser nós mesmos.

Não dá para fugir de um trauma emocional para sempre. Ao decorrer da vida, sentimos diversos sinais, até que chega um momento onde não dá mais para desviar o olhar.

Confira alguns efeitos que o trauma pode gerar:

 

Emocional

Desesperança, sentimento de incompetência e impotência;

Incapacidade de se sentir feliz e desfrutar pequenos momentos de alegria;

Culpa;

Ansiedade e Depressão;

Ataques de pânico;

Falta de amor-próprio e autoconfiança;

Dificuldade em compartilhar sentimentos e pensamentos;

Raiva e Medo.


Comportamental

Vícios (substâncias químicas, álcool, jogo, comida e compras);

Comportamentos Autossabotadores e Autodestrutivos;

Isolamento social ou Fobia social;

Descuido pessoal;

Fadiga;

Dificuldade parental e de manter um relacionamento amoroso;

Insônia.


Cognitivo

Falha na memória;

Perder a noção do tempo com frequência;

Falta de concentração;

Pensamentos negativos;

Falta de desejo sexual ou contato;

Dificuldade em tomar decisões.


Afinal, como superar um trauma do passado?

Essa tarefa não é fácil – exige muito foco, prática e persistência.

Há alguns comportamentos que podem promover mudanças positivas, auxiliando no começo desse processo. Separamos 5 dicas para te ajudar, veja a seguir!


1.1.1.1 Identifique os gatilhos

Precisamos ter consciência daquilo que queremos mudar em nossas vidas e identificar os gatilhos que nos levam a ter comportamentos ou pensamentos negativos é um passo muito grande.

O trauma emocional carrega emoções e sentimentos associados ao acontecimento e podemos acessar esses programas emocionais através de algum gatilho externo ou interno.

Quando percebemos esses gatilhos, temos o poder de mudar a nossa reação e, assim, agir de uma forma diferente da próxima vez.

Gatilhos internos: memórias, crenças, frustrações, expectativas, mágoas, ciúme, medos, rancores.

Por exemplo, lembrança de algum acontecimento doloroso; pensamentos como “não sou capaz”, “ninguém me ama”; medo de sofrer etc.

Gatilhos externos: ambientes, acontecimentos, lugares, pessoas, tarefas, conversas, atividades, situações, cenários.

Por exemplo, encontrar uma pessoa que desperta mágoa; necessidade de sempre ir em algum lugar ou encontrar alguém que te lembre de alguma dor etc.

Sempre que entrar em um estado emocional negativo, identifique o que aconteceu antes (isso são os gatilhos) e anote.

Logo, será possível perceber um padrão de comportamento e assim, alterá-lo!

1.1.1.2 - Trabalhe sua autoconfiança

O trauma não define a essência de ninguém. Quando temos baixa autoestima e não fazemos nada para mudar isso, diminuímos o amor e damos espaço para a dor.

Todos os dias precisamos praticar o amor-próprio, isso não nasce de uma hora para outra e muito menos se mantém para sempre com apenas uma atitude. É um trabalho contínuo.

Então, procure lembrar dos pontos positivos, suas qualidades únicas, características que somente você tem. Se elogie ao olhar no espelho, tire um tempo para fazer coisas que gosta, diga “não” e se coloque em primeiro lugar!

Aos poucos, isso se tornará um hábito e a autoconfiança será a principal força para superar o trauma.


1.1.1.3 - Encontre um porto seguro

Sentimentos inferiores vão surgir e você precisa de um “porto seguro” para se desconectar disso — tudo é equilíbrio. Algumas pessoas recorrem à espiritualidade, trabalho voluntário, um hobby…

Encontre algo que traga alívio para a sua vida. Você precisa de leveza e todos os dias temos a oportunidade de achar uma parte de nós que era desconhecida até então. Nunca é tarde para aprender algo novo!


1.1.1.4 - Aproprie-se do seu futuro

Metas e objetivos são essenciais para termos motivação e assim, evoluir. Envolva sua vida profissional, social e familiar nesse processo.

O que você quer alcançar nessas áreas? Qual é o seu sonho? Pense a longo e curto prazo. Abrace o seu futuro, a sua jornada. Ela pertence somente a você.


1.1.1.5 - Expresse seus sentimentos

Comece esse processo com as pessoas que você confia e também com você mesmo. Não fuja dos seus pensamentos, converse com eles, abra um espaço para o diálogo interno.

Depois, vá para o externo. Se posicione, fale o que pensa, compartilhe seus sentimentos, medos, receios, sonhos e alegrias.

Converse com um profissional sobre o trauma, coloque esses sentimentos para fora.

Segurá-los dentro de você apenas aumentará o trauma. Quando estiver preparado, converse sobre a situação com as pessoas importantes da sua vida.

Isso é passado, já aconteceu. Está na sua história, mas não define a sua existência! Pelo contrário, faz parte da força que você tem hoje!

 

1.2 – A dor que a mágoa causa: a mágoa causa dores físicas e emocionais, O ser humano, por muitas vezes durante a sua vida, vivencia desavenças com pessoas do seu convívio, e alguns desses atritos não são solucionados.

O resultado disso são ressentimentos que são sustentados em sua mente e em seu coração. Há momentos em que o desentendimento é prolongado por não ser resolvido, se transformando em rancor, podendo perpetuar por várias semanas, meses ou até anos.

Trata-se de um cenário indesejável e inconveniente, que em vários casos não é revelado ao outro o seu lado da história e, assim, o contratempo permanece sem desfecho.

Seja com um familiar, amigo ou colega de trabalho, é um sentimento que interfere nas ações do dia a dia e impede de seguir em paz consigo mesmo.

Pensando em amenizar esses conflitos psicológicos e emocionais, criamos uma lista com três formas de como lidar com as mágoas que insistem em afetar a nossa vida.

 

Como lidar com as mágoas?

 

1.1.2.1 - Procure entender a razão

Para lidar com as mágoas, o primeiro passo é entender que quanto maior o tempo que ela permanecer em sua vida, mais profunda se transformará a ferida, tornando a cicatrização ainda mais difícil. Após essa reflexão, é importante identificar a raiz do ressentimento, buscando uma conversa pacífica e decisiva para reparar os danos causados pelo desentendimento.

 

Não tenha medo de expressar o que sente e procure deixar claro para a outra pessoa o quanto a reconciliação é necessária. Porém, os dois pontos de vista devem ser expostos durante a conversação, para que não ocorram mais decepções.

 

1.1.2.2 - Exercite a compreensão

Com origem no latim, a palavra mágoa significa macula, que quer dizer “desgosto, pesar, tristeza, ressentimento”. Diante de sensações tão desagradáveis, faça a sua parte e promova a reconciliação, pois manter sentimentos ruins prejudica o progresso da sua vida e, por muitas vezes, eles tornam-se um empecilho para alcançar a felicidade em sua plenitude.

Compreender e aceitar que o outro também erra é uma etapa determinante para lidar com as mágoas. Vale lembrar: cada ser humano vê o mundo de uma maneira. Isso quer dizer que nem sempre a intenção da outra pessoa é magoar, pois uma atitude que é errada para você, pode ser considerada correta por ela.

 

1.1.2.3 - Busque trabalhar o perdão

Você já deve ter ouvido aquela famosa frase: “passado deve ficar no passado”. Esse é o entendimento necessário para reconhecer que o perdão é a chave para lidar com as mágoas, pois elas estão sempre ligadas aos acontecimentos antigos que prolongamos em nossa mente.

Isso também vale para os relacionamentos a dois, em que o convívio gera desentendimentos cotidianos que enfraquecem a relação. O ideal é o que o casal reserve um tempo para conversar, garantindo uma união baseada no diálogo.

 

Meu convite: antes de desistir de tudo e colocar um ponto final, coloque uma virgula.

 

Foi assim com Sansão e pode ser assim com você, foi assim Ele perdeu tudo, ele perdeu a liderança, ele perdeu a família, você pode imaginar que o pai de Sansão falou face a face com Deus, e agora estava ali seu filho, cego, amarrado e puxado como se fosse um cachorro, os inimigos de Deus zombando dele, era o fim, mas ele decidiu colocar uma virgula, não poderia viver o resto da sua existência ouvindo zombarias sobre ele, sobre sua nação e sobre o seu próprio Deus.

 

Desta forma a virgula foi:

 

SOMENTE UMA VEZ MAIS SENHOR

 

Você conseguiria fazer esta oração agora mesmo?


Pr.Dr. Wagner Teruel

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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Quatro fontes de uma mesma visão




Quatro fontes de uma mesma visão
“...E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado...” (Gn.28:12-15)
Muito se fala sobre esta visão, muitas profecias foram montadas sob este tema, mas hoje quero falar sobre 4 fontes de segurança para 2020 baseados em Genesis 28:12-15.
Todos sabemos das circunstancias de estar na cidade de luz naquela noite, a fuga da presença de seu irmão Esaú, dado a forma com a qual Jacó havia requisitado a primogenitura que havia comprado do seu irmão por um prato de lentilha. Só neste ponto precisamos criar um alerta: A CONTA SEMPRE CHEGA. Não importa quanto tempo vai levar mas a conta vai chegar. E no caso de Esaú chegou o dia de Jacó cobrar a conta do prato de lentilha. O resultado foi Jacó ter que fugir do seu irmão.
Após caminhar um longo dia, já exausto, recosta-se em uma pedra e dorme, a exaustão quer seja depressiva quer seja física, nos leva ao sono.
Quando se põe a dormir tem a impressionante visão que quero relatar hoje aqui pra vocês.
1 – Eis que em seus sonhos vê uma escada: a primeira fonte da visão é que em meio a fadiga da caminhada, ao desconforto da cama (o fato de ser no chão), a triste realidade de ter sobrado para ele um travesseiro de pedras, ele tem uma visão de uma escada que começava na terra e tocava os céus.
1.1        Este ano de 2019 pode ter sido de fadiga: e de cansaço, os sofrimentos, perdas de entes queridos, traumas que lhe foi causado tudo isto te levou para a cidade de luz, um monturo de pedras e sem conforto, você pode dormir em uma cama macia, com travesseiros de penas de ganso, mas neste ano seu sentimento de conforto e paz foi de estar no chão em meio as pedras. O que fazer?
1.2       Sonhe: você nunca irá além dos seus sonhos, se nas suas noites tudo que você vê é dor e sofrimento, tente sonhar com esta escada.
1.3       A escada: simboliza a Divina provisão, se você pode respirar é porque Deus tem provido.

Confie na provisão divina, sonhe esta noite com esta gloriosa providencia, uma escada, está sendo lançada na sua cova, e você vai poder usa-la, e sair de onde você está.

2 – Eis que anjos subiam e desciam por ela: a segunda fonte da revelação na visão de Jacó nos fala que anjos subiam e desciam por ela.
Se a escada nos fala da gloriosa providencia, precisamos compreender que a visão dos anjos nos fala da gloriosa proteção de Deus.
2.1 Homens e anjos: A Bíblia nos diz que muitos sem saberem receberam anjos, nesta nossa caminhada de 2019, por vezes passamos por diversos problemas, e homens/anjos nos ajudaram, e chegamos aqui, feridos, machucados, mas vivos.
2.2 Escada e anjos: Deus é perfeito, providencia e protege os que Ele ama. Voce pode ver neste momento estas duas fontes que jorraram sobre voce em 2019? As providencias incontáveis de Deus e a proteção milagrosa do Senhor através de homens e mulheres que estiveram ao seu lado? (eu mesmo posso apontar inúmeros anjos que apareceram nesta escada e me apoiaram no ano de 2019).
2.3 Anjos: Deus não descansa jamais, Ele sempre providencia a proteção para nós, é bem verdade que o inimigo não economiza armas para tentar nos destruir, porém, os anjos do Senhor sempre nos protegerão.

3 – Eis que o Senhor estava no topo da escada: se a escada fala de provisão, os anjos falam de proteção, ter o Criador no topo das escadas só pode nos falar da sua promessa ratificada em Mateus 28:20 que Ele mesmo estaria conosco todos os dias.
3.1 Uma supervisão de peso: nosso ano de 2019 não foi fácil, podemos suspirar fundo e dizer: meu Deus o que foi isto? Mas em tudo tivemos a supervisão de Deus do alto da escada, você já imaginou isto? Deus supervisionando seus sonhos, ora Ele só está com você se você ousar a sonhar.
3.2 Presença marcante: há algo de impressionante em 2019, apesar de todas as lutas e problemas podemos ver Deus conosco, ali, sussurrando aos nossos ouvidos, nos animando, nos fortalecendo, muitas vezes nesta “cidade Luz” Ele mesmo nos cobria, nos dava a temperatura ideal, mas nosso afã de fazer a coisa certa, de buscar a solução para tudo, não percebíamos a escada, os anjos e muito menos Deus. É hora de agradecer você não acha?
3.2 No topo da escada está Deus: pra voce que está lendo agora, não voce não estava dormindo realmente voce viveu tudo o que pensou que era um sonho, a única coisa que voce não percebeu é quem está no topo da escada, te olhando e te animando, ouças as palavras do Senhor lá do alto dos seus sonhos: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado...”

Eu acredito que não precisamos de mais nada. Nosso Deus é o suficiente

Se a escada nos fala de providencia divina, os anjos nos falam de proteção divina, a presença do Senhor só pode nos falar de PESSOA DIVINA. Aleluia, estamos terminando 2019 não como gostaríamos mas com a certeza de que sua presença nunca nos faltou.

4 Eis que estou contigo: Meus queridos irmãos, alunos e leitores das minhas crônicas, estamos no limiar de uma nova década, é certo que até aqui não foi fácil, e talvez os anos que virão serão ainda piores, não há esperança de boas coisas e novidades, ao contrário daquela música horrível do FERNANDINHO que diz que Deus tem uma nova história para nós, isto não é verdade, os dias são maus, os governos não falam a mesma língua, as Igrejas não pregam a sã doutrina, o inimigo tem conseguido derrubar muitos soldados, mas neste texto temos uma promessa de que Ele está conosco, não no futuro, não no passado, mas hoje aqui, e amanhã quando você ler verá que ele ESTÁ, sempre será presente em sua vida.
4.1 A escada, os anjos, Deus e sua promessa: nossos sonhos, nossa proteção e a pessoa divina do nosso Deus sempre estarão para cumprir nossos sonhos.
4.2 Prazo de validade da presença de Deus: Algumas pessoas tem a tristeza de acreditar que os problemas que você enfrenta serão eternos, jamais findarão, outros acreditam que com a morte, tudo se acaba, mas o que realmente tem prazo de validade é a presença de Deus. Um dia seremos chamados a juízo, e como nos encontraremos?

Queridos amigos, irmãos, leitores e seguidores, estamos terminando o ano, mesmo que não tenha sido fácil siga adiante, não desanime, não perca o foco e deixe Deus estar ao seu lado.

Feliz 2020 este é o meu desejo para voce,
E também são os votos do ITS – INSTITUTO TEOLOGICO SHAMMAH, em 2020 queremos voce subindo as escadas do conhecimento, e esperamos poder ser um destes anjos/homens que lhe apoiarão

Seu amigo e irmão

Wagner Teruel

Hoje eu sei, nunca foi o café



Sempre fui acusado de tomar muito café... O que eu acho injusto (kkkkk), brincadeiras a parte, sempre tomei muito café.

Costume que veio com meu velho pai. A cena é muito forte e viva na minha cabeça. Eu entrava pela porta da sua casa, ele pegava uma canequinha exclusiva e passava o café... Nao importava a marca, porem, teria q ser EXTRA FORTE, pratica que carrego comigo ainda hj.
Sentavamos para degustar o café, as mesmas piadas, os mesmos risos, e o mais importante, como meu pai sabia ouvir, eu podia falar de tudo pra ele. desde uma ideia para um culto ou a impossivel viagem a marte comigo pilotando uma espaço nave... Ele era auto-didata, vivaz e acima de tudo companheiro.... Nunca jamais cheguei ser companheiro dele como ele era meu companheiro... Ele era capaz de caminhar com voce mais de 10 km simplesmente pra nao deixar vc ir sozinho.... Nao lhe faltava assunto. Sobre tudo tinha sua opinião.... Hj e moda do falso saudosismo a volta dos militares, mas ele ja falava sobre isto... É verdade q era um reclamao... Critico acido das musicas gospel.... Ferrenho defensor de uma mensagem boa.... Contrario ao modernismo exacerbado.... Amava a liturgia antiga e os hinos da harpa.... (Meu Deus meu nome é Wagner Luiz, simplesmente porque sou filho do velho Luiz kkkkkk)
O café, bem o café era mero pretexto para estarmos juntos....

Entao amigos antes de me falarem sobre minha paixao sobre o café, deixa eu te contar um segredo... O cafe pode ser importado, pode ser de coco de macaco, ter vindo da colombia enfim um bom café... Mas se nao tiver um dedo de prosa com quem vc ama ele simplesmente é café só isto...

Assim é com Deus... vc pode ter perdido seu companheiro de café.. Como eu perdi... E por minha propria culpa perdi outros companheiros.... Mas aprendi uma coisa.... Aprendi a convidar Deus para um dedo de prosa, uma conversa a volta da mesa imaginaria com um bule de café no fogao a lenha tambem imaginario e falar com Deus... Seus sonhos podem parecer absurdo mas é incrivel como Deus te ouve....

Nao amigos, nunca foi ou será o café, é o parceiro, se vc perdeu seus parceiros... Convide a Jesus pra tomar um café e trocar um dedo de prosa...

De tantas promessas q vc poderia fazer para 2020, faça a promessa de fazer de Jesus seu parceiro de cafe w boas conversas... Ele é capaz de te ouvir

Seu amigo

Wagner Teruel

Desfibrilador Espiritual


Desfibrilador Espiritual

Precisamos urgentemente de um desfibrilador Espiritual para tentarmos reanimar a Igreja de Deus...
Com o passar dos anos tem entrado muita gordura ruim na Igreja... As veias do coração entupiram, alguns tentaram colocar pontes de safena... Mas nao resolveu... Hereges entraram no seio da Igreja como BENNY HINN, KENEDY HAGIN, WILLIAM MARRION BRANHAM, e tantos outros, como se nao bastasse ainda veio a FUMAÇA DAS REVELAÇÕES, trouxeram para dentro da IGREJA toda sorte de encantamentos, adoradores de monte subindo para queimar pedidos e tantas outras coisas, substituíram o sacramento por sacrilégio...
Espirito Santo agora se recebe no batismo nas águas e não com a manifestação glossolálica...
Nao foi por acaso que o Senhor Jesus perguntou se encontraria fé na terra... Vivemos em um supermercado de bênçãos... Se hj quero buscar prosperidade é só ir na gondola (igreja da prosperidade)

Mas a verdade e que temos nome de q vivemos mas estamos mortos... Nosso cheiro sobe aos ceus com nossas WORSHIPS musicas pobres e podres que nao falam nada...

Pastores os desfibriladores estão em suas mãos.
A Igreja ainda é um hospital e não um cemitério.
Utilizem a Bíblia e salvem esta geração corrompida pelo modismo e a falsa crença...

Enquanto uns dizem DEIXA QUEIMAR, joguem agua de avivamento para despertar deste sono da indolência...

Que este ano de 2020 seja reflexivo...
Que possamos salvar a Igreja... Que possamos como Igreja ser salvos... Mas acima de tudo q possamos fazer a diferença

Deus os abençoe feliz 2020

Seu amigo

Pr.Dr. Wagner Teruel